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quinta-feira, 2 de julho de 2009

Era para ser sobre o lançamento do livro da Pipoca...

... mas voltei há duas horas com Agripina Germânica, Agripina, Agripininha, Agri — consoante o grau de intimidade — do veterinário. Prioridades são prioridades, por mais que eu tenha gostado (e gostei!) de ter ido ao lançamento do livro da Pipoca...

Agri, Agripina, Agripininha... passa à frente de tudo. A alegria de a saber bem, escrutinada que foi até à medula com exames muito caros (mais depressa eu ia atacar para o Intendente, se alguém ainda me pegasse, do que faltaria alguma coisa a este serzinho peludoso). E ela sempre um anjo, a submeter-se a tudo...

Apetece-me cantar a plenos pulmões, mas vou poupar-vos. A minha voz (falada) parece que impressiona, há quem a rotule de inconfundível. A minha voz cantada é uma desgraça vergonhosa. Nem percebo como fui admitida no coro do Liceu.

Amanhã conto sobre o lançamento do livro da Pipoca. Hoje estou a saborear a clareira de bem-estar feliz que se instalou em mim, depois do veredicto tão apaziguante do médico. O Dr. Joaquim Henriques, claro. E vocês, que arribam diariamente a este blóguio com pesquisas sobre ele, fiquem com a certeza de que é mesmo um anjo salvador. Deu mais cinco anos de vida a Messy, minha adorada Messy. Não descansou enquanto não percebeu o que se passava com Agri. Parece que a peça em falta no puzzle encaixou hoje. O Dr. Joaquim Henriques chamou-lhe o ovo de Colombo. A história seria demasiado comprida, mas de repente tudo encaixava, tudo fazia sentido. Foi por causa de Popeia Sabina, a pobre Poppy que viveu connosco coisa de seis a sete horas, que Agri esteve à morte.

Não me peçam para contar mais, por favor. POR FAVOR. Dói. Foi muito em muito pouco tempo.

P.S. Reparem que continuam a vir aqui parar anormais à procura de Ana Zanatti nua. Tudo porque um dia escrevi aqui que achava (e acho) que ela tinha uma voz linda. E porque aqui brinquei com essa gente.

sábado, 6 de junho de 2009

Trouble in Paradise

É tão, mas tão pequenina, que a mantenho na caixa transportadora, com uma almofada, uma manta e... saco de água quente. Idem para a tigela da comida, é demasiado grande para ela, come num pires de chá... Idem para a água, substituí a taça de vidro por um cinzeiro.

Estou a pensar seriamente levá-la para o Colosso na segunda-feira, não me atrevo a deixá-la sozinha durante todo o meu muito longo dia de trabalho. Até por causa de Agri, cujas reacções receio. Está absolutamente de cabeça perdida comigo, nem me deixa aproximar, e já levei duas sapatadas furiosas que fizeram sangue. Prevejo uma aceitação difícil e demorada.

Mas Popeia é linda, não é?

À espera de Popeia...

Tudo a postos.

E Agripina a pressentir qualquer coisa...

domingo, 31 de maio de 2009

Decisions, decisions...

Virá viver connosco a partir do próximo fim-de-semana. Tem cerca de cinco semanas, é do tamanho da minha mão e é esta coisa linda de cortar a respiração.

Seguindo a sábia recomendação de Blemie, o amada dálmata de Eugene O'Neill, no seu Last Will and Testament of an Extremely Distinguished Dog, é uma siamesa. Porque adoptar uma siamesa é ainda, uma vez mais (e nunca serão demasiadas), render homenagem à inesquecível Messy, Messalina Valéria de seu nome completo.

Por enquanto chama-se Teresinha, é o nome que a sua FAT (famíla de acolhimento temporário) lhe deu, por relação com a sua futura escrava — eu. Tem personalidade marcada e imperiosa, conversa imenso, destaca-se de toda a ninhada. Os manos são todos lindos (não há gatos feios, já se sabe), mas ela é especial. E escolhemo-nos uma à outra.

O meu coração estremece de ternura perante a alegria de voltar a ter um bebezinho em casa, a fazer disparates, a estragar coisas, a reclamar atenção — e os siameses são exímios nisso!

A bebé vai continuar a linhagem imperial. Ainda pensei chamar-lhe também Messalina, tal como a História regista duas Agripinas, mãe e filha, a primeira a personificação das virtudes da matrona romana, a segunda e mais conhecida foi a quarta mulher do imperador Cláudio, seu tio, e foi a inspiração para o nome desta deliciosa tonta que vive comigo. Mas não, o nome vai ficar sempre pertença exclusiva de Messy, a gatinha mais adorável que o mundo conheceu, a gatinha que partiu há quatro meses e que continuo a chorar como chorarei sempre.

Agora estou hesitante. Ainda não decidi se a beldade há-de chamar-se Júlia Drusila (irmã de Agripina) ou Popeia Sabina, segunda mulher de Nero e nora de Agripina. Estou mais inclinada para o segundo nome, mais que não seja por causa da grandiosa construção musical que é L'Incoronazione di Poppea, de Monteverdi, uma das primeiras óperas (1642), e que ando a aprender. E vocês, meus amigos, que acham?