
... mas voltei há duas horas com Agripina Germânica, Agripina, Agripininha, Agri — consoante o grau de intimidade — do veterinário. Prioridades são prioridades, por mais que eu tenha gostado (e gostei!) de ter ido ao lançamento do livro da Pipoca...
Agri, Agripina, Agripininha... passa à frente de tudo. A alegria de a saber bem, escrutinada que foi até à medula com exames muito caros (mais depressa eu ia atacar para o Intendente, se alguém ainda me pegasse, do que faltaria alguma coisa a este serzinho peludoso). E ela sempre um anjo, a submeter-se a tudo...
Apetece-me cantar a plenos pulmões, mas vou poupar-vos. A minha voz (falada) parece que impressiona, há quem a rotule de inconfundível. A minha voz cantada é uma desgraça vergonhosa. Nem percebo como fui admitida no coro do Liceu.

Amanhã conto sobre o lançamento do livro da Pipoca. Hoje estou a saborear a clareira de bem-estar feliz que se instalou em mim, depois do veredicto tão apaziguante do médico. O Dr. Joaquim Henriques, claro. E vocês, que arribam diariamente a este blóguio com pesquisas sobre ele, fiquem com a certeza de que é mesmo um anjo salvador. Deu mais cinco anos de vida a
Messy, minha adorada
Messy. Não descansou enquanto não percebeu o que se passava com Agri. Parece que a peça em falta no
puzzle encaixou hoje. O Dr. Joaquim Henriques chamou-lhe
o ovo de Colombo. A história seria demasiado comprida, mas de repente tudo encaixava, tudo fazia sentido. Foi por causa de
Popeia Sabina, a pobre Poppy que viveu connosco coisa de seis a sete horas, que Agri esteve à morte.
Não me peçam para contar mais, por favor.
POR FAVOR. Dói. Foi muito em muito pouco tempo.
P.S. Reparem que continuam a vir aqui parar anormais à procura de Ana Zanatti nua. Tudo porque um dia escrevi
aqui que achava (e acho) que ela tinha uma voz linda. E porque
aqui brinquei com essa gente.