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sábado, 18 de fevereiro de 2012

Problemas alimentares

Messy nunca se interessou pela minha comida, a não ser que houvesse fiambre pelo meio. Agri nunca se interessou pela minha comida, a menos que tivesse alguma coisa que ver com fiambre. Já Drusi é um enorme problema. Drusilla não é uma gatinha nada blasée, TUDO lhe interessa. Especialmente a minha comida, que nem precisa de ter fiambre.

A coisa seria muito cómica se não fosse tão exasperante. Tenho de me esgueirar como uma proscrita para conseguir comer em sossego. Vejamos o caso de um simples iogurte, como foi esta manhã- Drusi estava na marquise, beatificamente adormecida em cima da máquina de lavar roupa a gozar o belo sol. Fui ao frigorífico, tirei um iogurte com mil cautelas, escapei-me pé ante pé para o escritório e sentei-me frente ao computador. Pois senhores, mal comecei (com todo o cuidado e o menor ruído possível) a puxar a tampa de alumínio, eis que oiço um salto para o chão, logo seguido de um galope entusiástico (que associo sempre à música de abertura do Bonanza da minha infância) e de uma gata abelhuda com ouvidos de tísica a tentar apossar-se do meu iogurte. Primeiro salta-me para o colo, o nariz a tentar enfiar-se na embalagem. Pego nela e ponho-a no chão, coisa que não me serve de nada. No instante seguinte está em cima da secretária, um mero salto que lhe custa menos do que a mim dizer ai, tenta nova abordagem, tenta aceder ao objecto momentâneo do seu desejo por todas as formas. E acreditem que tenta todas. A coisa acaba comigo derrotada, invariavelmente a dar-lhe a cheirar e a provar um pouco do que estou a comer. E a pôr uma porta fechada a separar-nos, caso continue interessada, o que quase nunca acontece.

Mas a curiosidade dela é insaciável, e isto vale para tudo. Esta tarde foi com queijo de cabra fresco. Perdi a paciência, tão insistente ela era nas sucessivas maneiras de tentar chegar-lhe. Porta fechada, Drusi do outro lado e eu finalmente em sossego. Agri continuava a dormir placidamente na sua caminha, sem levantar sequer a cabeça.

Como não tenho a música no computador e a maior parte nem sequer a conhece, fiquem com a abertura da série, que quase todos são demasiado novos para conhecer. Eu própria tinha uns cinco ou seis anos, já nem sei bem. E imaginem Drusi a galopar ao som dela, é como aquela corrida entusiasmada para o que eu estiver a tentar comer me soa sempre.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Diva Drusilla, a plagiadora

Ontem acordei com um barulho estranho, que parecia vir algures de cima. E dei com Drusi em equilíbrio precário em cima da porta do quarto. Percebi logo que andava a ler o blogue do Van Dog às escondidas e que tinha resolvido imitar o Bijagó.

As fotografias, feitas à pressa, ficaram esta lástima que se vê (ainda era noite cerrada e eu estava meio estremunhada). Mas entretanto a pequena já repetiu mais vezes a graça, pelo que espero conseguir algumas decentes.



quarta-feira, 16 de março de 2011

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Diva Drusilla (ano novo, nome novo)

É isso mesmo, meus amigos. No primeiro dia do ano decidi mudar oficialmente o nome de Drusi. Tenho vindo a assistir maravilhada à forma como cresce em graciosidade, elegância e beleza. Ao porte aristocrático que qualquer gato tem, mesmo o mais rufia dos gatos sem eira nem beira, e que nos siameses é ainda mais acentuado, junta uma meiguice e uma alegria travessa de nos derreter o coração. Posso contar-vos que, enquanto escrevo isto, estou toda chegada para o lado direito da cadeira, porque ela adora instalar-se a dormir a meu lado quando estou ao computador. Só não a fotografo porque me esqueci do telemóvel no Colosso e porque a máquina está sem pilhas (além de que detestaria incomodá-la, claro), mas ocasiões não faltarão.

Seguindo as pisadas da sua homónima da História, passa de Júlia Drusila a Diva Drusilla, novo nome que o mano Calígula, essa jóia de rapaz, lhe deu depois de a ter feito deificar pelo Senado. O l dobrado é tonteira absoluta, é só para lhe dar um ar mais chic. Sabemos que a pureza da sua raça siamesa é discutível, muito discutível, queremos que a princesinha esqueça os tempos duros em que foi encontrada abandonada em Aveiro, isso já lá vai. Long live Diva Drusilla!