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domingo, 26 de junho de 2011

Ainda e sempre os cromos dos espanhóis


Ontem, no almoço do Ié-Ié (que acabou era quase meia-noite, um grupinho mais restrito ainda foi para uma esplanada), chorei a rir quando este disco me passou pelas mãos.

Os espanhóis, essa gente tão dotada para línguas, tinham dantes o vício de traduzir tudo, títulos de músicas inclusive. Neste nunca tinha tropeçado. A Whiter Shade of Pale, uma das músicas mais míticas dos anos 60, passou a Con Su Blanca Palidez. Sem comentários.

Os cromos dos espanhóis

Há pouco vi este anúncio no canal História e escangalhei-me a rir, fiquei a rezar para o encontrar no YouTube. Ouçam a perfeita maravilha como a marca do carro, Smart, é dita no final. Só os espanhóis!

A talho de foice: por que raio tenho eu, que vivo em Portugal e pago para ter televisão por cabo, de levar com anúncios espanhóis? Ainda por cima, seja o que for que estejam a anunciar, seja um detergente, uma marca de congelados ou um óleo alimentar, as vozes femininas soam-me todas a filme pornográfico.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

Os cromos dos espanhóis voltam a atacar...

Decididamente, voar com a Iberia é uma inesgotável fonte de diversão!

O Vítor teve de ir hoje a Madrid. A meio da manhã recebo dele a seguinte mensagem de SMS: «Mais uma pérola da Iberia: obarrébins. LOL!»

Dei tratos de polé à imaginação, fartei-me de puxar pela cabeça. «Obar» soava-me distintamente a over, mas o resto?!

Respondi-lhe pela mesma via: «Desisto. Não chego lá, por mais que tente. Que raio inventaram eles desta vez?»

Sabem o que era obarrébins?... Overhead bins, aqueles compartimentos por cima dos assentos onde se põe a bagagem de mão!!!

Nem imaginam o que rimos depois juntos ao telefone, eu e o Vítor, que é absolutamente perfeito a imitá-los. Deviam ouvi-lo cantarolar My Way, de Frank Sinatra, como se fosse Julio Iglesias: é de rebolar a rir! Ele considerou filosoficamente que tinha sido uma sorte ir sozinho, se estivéssemos juntos o mais certo era sermos expulsos do avião ainda antes de levantar!

Ai a pena que eu tenho de a viagem de Janeiro ser toda com a British Airways! Mesmo sendo a Iberia tão fona que nem um café nos oferece, sendo tudo pago, é um pratinho viajar com eles.

Ora oiçam aqui esse gigante da música country chamado Willie Nelson em dueto com o próprio Julio Iglesias (Willie, filho, ainda hoje estou para saber que diabo de coisas tinhas tomado para te lembrares de fazer esta parceria, mas estás perdoado): oiçam o inglês do Julito. Este homem vive nos Estados Unidos vai para trinta anos!

Não adianta, os cromos dos Espanhóis não conseguem mesmo falar línguas e pronto!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Os cromos dos Espanhóis

É que nem há data melhor do que esta para cascar em nuestros hermanos! Também podia ser o 14 de Agosto, aniversário da batalha de Aljubarrota, que eu há dois terços da minha vida defendo que devia ser feriado nacional, e olhem nem é pelo jeitão que dava termos dois feriados colados, é mesmo por patriotismo do bom!

Ai o que eu, portuguesa de boa cepa que sou, gosto de cascar nos Espanhóis! Notem que lhes estou a dar um "E" maiúsculo, como mandam as regras de bem escrever em português, quando nos referimos ao colectivo de um povo...

Os Espanhóis são uns cromos. A começar logo na sua total incapacidade de falarem outras línguas que não a sua (e mesmo essa... valha-nos Deus, é só atentar na pronúncia da Andaluzia!), mormente o inglês — isto está a correr bem, até consegui pôr aqui um dos advérbios mais pretensiosos da nossa língua, mormente...

Pois dizia eu que eles não sabem falar idiomas (é como lhes chamam). Vejam bem o prodígio da imagem. Não é Photoshop, não. Este disco, que até é um dos discos da minha vida, existe. Tenho-o em vinil. Como também tenho em vinil o Revolver dos Beatles, em cujo título não mexeram por razões óbvias. Mas mexeram nos títulos das canções, que eles traduzem tudo. E são barrigadas de riso.

De Bridge Over Troubled Water (Puente Sobre Aguas Turbulentas, já se sabe):
1. Bridge Over Troubled Water - Puente Sobre Aguas Turbulentas
2. El Condor Pasa (sortezinha, hem? Não precisaram de traduzir)
3. Cecilia (idem)
4. Keep the Customer Satisfied - Manteniendo Satisfecho al Cliente
5. So Long, Frank Lloyd Wright - Hasta Luego, Frank Lloyd Wright
6. The Boxer - El Boxeador
7. Baby Driver - (desculpem, desta não me lembro, cá virá parar)
8. The Only Living Boy in New York - El Unico Muchacho Viviente en Nueva York
(uma bomba Antónia em cima deles, que esta é uma das músicas da minha vida!!!)
9. Why Don't You Write Me - Porque no me escribes
10. Bye Bye Love - Adiós Amor
11. Song for the Asking - Canción para tus Preguntas

De Revolver, que graças a Deus manteve o título:
1. Taxman - El Recaudador
2. Eleanor Rigby - devem ter tentado, mas não mexeram
3. I'm Only Sleeping - Estoy Dormiendo
4. Here, There and Eveywhere - En Todas Partes
6. Yellow Submarine - Submarino Amarillo
7. She Said She Said - Lo Ha Dicho Ella
8. Good Day Sunshine (não me lembro)
9. And Your Bird Can Sing - Tu Ave y Su Canción
10. Doctor Robert (parece-me que não mexeram)
11. For No One - Para Nadie
12. I Want to Tell You - Quiero Decirte
13. Got to Get You Into My Life - Dentro de Mi Vida
14. Tomorrow Never Knows (não me lembro, desculpem)

Também me lembro de ter visto em Barcelona, com capa espanhola, um prodigioso Oscuridad al Borde de la Ciudad (Darkness on the Edge of Town, de Bruce Springsteen. E, claro, Nacido para Correr, também dele.

Eu e o Vítor temos voado muito na Iberia, por causa do nosso cartão Frequent Flyer da American Airlines, que convém engordar o mais possível (a Iberia e a British Airways integram o mesmo grupo, o One World, muito generoso a creditar milhas, não é como aquela ranhosice do cartão Victoria da TAP — por razões profissionais sei mesmo muito bem do que estamos a falar). Se vamos juntos é só rir. Estamos sempre atentos às comunicações aos passageiros quando passam para o inglês, e rebolamos a rir. Tentamos ser discretos, mas não é fácil. Começa logo no «Ladies and Gentlemen» da introdução... Fazemos antecipadamente apostas quanto ao que vai sair daquele gentlemen... Yentlemen? RRentlemen? Yentlem... RRentlem...? — se repararem, eles têm a mania de comer a última sílaba. É sempre uma aventura!

Deixo para o fim os títulos de filmes e séries de televisão. Tenho um documento em word, amorosamente composto ao longo dos anos, com traduções parvas de títulos, todas as que consigo descobrir. Chamei-lhe Feira de Disparates e é muito democrático, tem também os títulos portugueses e brasileiros, também são coisa jeitosa.

Até podia ser mazinha e pôr só os espanhóis, mas como a estupidez é mesmo coisa universal, deixo também os portugueses.

ADENDA: desconfio que a invenção de espetar aqui com uma tabela me deu cabo do blogue. Podem vê-la aqui.

Quanto à banda sonora, vão levar com o Nino Bravo (eu gosto do Nino Bravo, pronto!) e o seu grande sucesso de 1972, que saiu já depois da sua morte, aos 28 anos: Libre. Porque é espanhol, porque gosto da música (que há quatro anos ficou em segundo lugar numa votação nacional em Espanha como a canção mais romântica de sempre), e porque hoje, 1.º de Dezembro, comemoramos o facto de nos termos visto livres dos cromos dos Espanhóis. ¿Vale?

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007

Portugal vs. Espanha - uma embirração figadal

Eu tenho p'ra mim que o 14 de Agosto devia ser feriado nacional, e desta não arredo pé. Abaixo o Miguel de Vasconcelos e seus simpatizantes (leia-se vendidos), em casos graves e extremos sou mesmo pela defenestração, que me parece uma maneira arejada e pitoresca de varrer os cantos à casa.

O texto que se segue é bastante antigo, tanto que tive de fazer alguns ajustamentos. Mas não resisto a publicá-lo. Quando absolutamente necessário, junto algum comentário (em corpo minúsculo, o mais pequeno que o blogger permitir, está claro). A estas 21 poderosas razões eu poderia acrescentar mais umas quantas, muito pessoais, mas não batamos mais no ceguinho...

21 RAZÕES PARA NÃO GOSTAR DOS ESPANHÓIS

1. A mania que eles têm de invadir-nos de 200 em 200 anos (já agora, a próxima invasão deve ser aí para 2008 ou 2009, as padeiras e firmas panificadoras da zona de Aljubarrota já se estão a preparar!), só para levarem nos cornos. Masochismo?
No original os anos eram 2004 e 2005 (isto era mesmo antigo), tomei a liberdade de alterar. Os dicionários mais recentes já admitem o substantivo masoquismo.

2. Tratado de Tordesilhas, em que eles ficaram com o ouro e a prata todos, e nós com as mulatas e a caipirinha... pensando bem, o negócio até nem foi assim tão mau para nós!
Mesmo não sendo abstémia... abstenho-me. Por razões óvias.

3. As sevilhanas. Que raio de gente com auto-estima se veste com vestidos às bolinhas tipo joaninha e saltita enquanto um parolo de cabelo oleoso geme como quem está com uma crise de hemorroidal?!?

4. Castilla la Mancha, Extremadura e Andaluzia, todas elas desertos áridos e monótonos, mas sem camelos nem tipos de turbante para tirar fotos com os turistas.
Duas menções honrosas nesta paisagem odiosa e interminável. A primeira para o incontornável Touro Osborne. A segunda para um fabuloso cartaz da Iberia, que há muitos anos me fez desmanchar a rir: Con IBERIA ya habría llegado... Melhor só mesmo a frase publicitária de uma companhia aérea americana (já não me lembro de qual): If you don't travel 1rst Class... your heirs will.

5. O antigo costume espanhol de reclamar para si terras às quais não têm direito, como Gibraltar, Ceuta, Melilla, OLIVENÇA (que é NOSSA!), e as Canárias.

6. Enrique Iglesias, y su magnifica verruga en la tromba.

7. A língua castelhana, esse prodígio da linguagem, em que seres humanos são capazes de emitir ruídos imitando perfeitamente o som de um cão a roer um osso.
Eu acrescentaria a impossibilidade trágica de pronunciarem o «s» sem o ajavardarem para «ch»...

8. Felipe II

9. Felipe III

10. Felipe IV
No original que me enviaram estas criaturas eram mencionadas como Filipe I, II e III. Eu mudei-lhes o nome para a grafia espanhola e alterei-lhes a numeração. Era só o que faltava!

11. Seat, o automóvel mais merdoso que existe para Oeste de Varsóvia.
Boca chauvinista, a treinar diariamente diante do espelho:"Yo esborracho tu Seat Marbella com mi pujante UMM!"

12. A Guardía Civil, e a sua mania de arrear porrada em políticos portugueses na fronteira. Mesmo que eles estivessem a pedi-las, nos nossos políticos somos nós quem molha a sopa!
Julgo que esta perdeu actualidade. Ou ando desatenta?

13. Badajoz, a 2.ª cidade mais feia do mundo, a seguir a Ayamonte.

14. Os nomes que ostentam no BI. Quer queiram quer não, Pilar é nome de uma viga de betão que suporta uma estrutura, e Mercedes é tudo menos nome de mulher!

15. A mania que têm de se afirmarem como uma nação unida, quando dois quintos da população têm um ódio de morte aos espanhóis e a Espanha.

16. El Corte Inglés... Até eles tiveram vergonha da sua criação, pelo que não lhe chamaram "El Corte Español", optaram por atirar as culpas para outro povo, totalmente inocente.

17. Café espanhol. Uma zurrapa intragável e além disso para se conseguir uma bica (abomino a palavra, mas enfim...) em Espanha o cliente tem de especificar expressamente que a quer "sin leche y pequeña" (e já agora, à cautela, convirá pedir também sem sonasol, sem gelo, sem pêlos do peito do empregado, blergh).
Nos últimos anos anda bem melhor, haja justiça.

18. A riquíssima gastronomia espanhola: paella de carne, paella de peixe, paella de gambas... Claro que os galegos, os bascos e os catalães têm uma culinária riquíssima, mas esses não são considerados espanhóis (ver ponto 15).

19. O hábito cínico de nos tratarem por nuestros hermanos portugueses. Responde o Zé Povinho: "Xô bastardo, xô, prá p*ta que te pariu!"

20. A televisão espanhola, 100% parola, em que é considerado top de audiências um concurso em que a concorrente, chamada Mercedes (vrrumm! Vrrum!), tem de dançar sevilhanas (arrghh!!) com o Enrique Iglesias (vómitos!), para ganhar um Seat (keep it!) ou um T2 em Ayamonte (nããããããããããããããooooooooo!!!).

21. Já imaginando a contra-argumentação que alguns tentarão contra esta minha lista, devo lembrar que os filmes do Canal 18 NÃO SÃO FEITOS EM ESPANHA NEM POR ESPANHÓIS! Vejam o genérico, são feitos por americanos, e apenas dobrados em espanhol porque os espanhóis ficariam logo murchos se ouvissem as senhoras a gemer noutra lingua que não a sua. Aliás, os espanhóis nunca foram muito dotados para o sexo. (ni idea, não durmo com o inimigo)
Sabiam que a mesma marca de preservativos, começada por DU, acabada em EX, e ainda com um R algures no meio, comercializa em Portugal preservativos com uma média de um cm mais compridos do que aqueles que manda para Espanha?
O Canal 18 ainda existe?

AGORA REPITAM COMIGO:
Obrigado, Senhor, pela graça que recebi de não ter nascido espanhol.
Ámen!
(hihihiihihihihiihih)

Varanda patriótica com Gata (Messalina Valéria)