Mostrar mensagens com a etiqueta O caso da falsa Pipi. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta O caso da falsa Pipi. Mostrar todas as mensagens

domingo, 12 de junho de 2011

O lado mais aterrador da Internet

É uma pena que o show de Oprah Winfrey tenha chegado ao fim. Ao longo dos anos em que passou em Portugal, julgo que uns oito, vi sempre que pude, e raros foram os programas que me deixaram indiferente.

Ontem de manhã, cedo, ainda na cama, apanhei uma história que me deixou siderada.

Em Dezembro de 2009, Sarah encontrou na Craigslist (página de anúncios imensamente popular nos Estados Unidos, com  milhões de visitas diárias), na secção de Adultos, um anúncio posto em seu nome, com fotografias suas. Dizia simplesmente «Need an aggressive man with no concern or regard for women. If interested, contact Sarah.». Aterrorizada, correu para a polícia, que lhe disse que nada podia fazer e lhe sugeriu que contactasse a Craigslist. Sarah apressou-se a fazê-lo e o anúncio foi imediatamente retirado. Mas o mal estava feito, e teria consequências trágicas para esta mulher de menos de trinta anos.

Por trás deste anúncio medonho de uma mulher a proclamar que queria ser maltratada e supostamente a angariar agressores estava um ex-namorado despeitado e vingativo. Ainda mais despeitado pelo facto de Sarah, entretanto, ter começado nova relação e ter ficado noiva e com casamento à vista. Retirou as fotografias da página de Sarah no Myspace, forjou o anúncio, recebeu as respostas, marcou encontros com pelo menos duas pessoas, com hora e local — a morada de Sarah.

Podem ler pormenorizadamente toda a história aqui, vou resumir. Ainda em Dezembro de 2009, ao regressar a casa, Sarah sentiu alguém atrás de si. Foi agarrada pelos ombros e empurrada para dentro de casa. «You wanted an aggressive man, bitch. Here I am», foram as palavras do agressor. Sarah foi selvaticamente violada, as súplicas de nada serviram, a sua diminuta estatura de 1,50 m ainda menos a habilitava a tentar lutar. Quando tudo acabou e o violador deixou o apartamento, Sarah precipitou-se para o telefone. Polícia e pessoal médico são unânimes e confirmam que nunca tinham lidado com um caso de violação tão medonho e violento. Aos diagramas feitos por uma médica para assinalar todas as lesões, com setas indicativas, faltou espaço no papel, tantas e tamanhas eram. Uma enfermeira confirmou que era a violação mais brutal de que tinha tido conhecimento.

Ainda Sarah estava no serviço de urgências do hospital, pediu ao noivo que fosse a casa buscar-lhe os óculos. Na sala estava um segundo homem, com uma câmara de vídeo montada. Teria sido um segundo violador, muito possivelmente, estava ali por causa de um e-mail recebido de um J. Stipe.

A partir daí, reconstruir a história foi fácil. Jebediah Stipe era o ex-namorado, que entretanto continuava a enviar-lhe mensagens a dizer que poderia sempre contar com ele para tudo. Viria a admitir ter publicado o anúncio e ter usado fraudulentamente a identidade de Sarah. Esperamos que apodreça na prisão, foi condenado a uma pena mínima de 60 anos.

O violador, Ty McDowell, 26 anos, casado e com dois filhos, técnico de radiologia no hospital da mesma cidadezinha do Wyoming, estado que conheço tão bem, disse à polícia achar que estava a realizar a fantasia de violação de Sarah (claro, todas as mulheres sonham com isso, não é?!). O tribunal não foi na conversa, teve a mesma sentença, pena mínima de 60 anos.

Mais assustador ainda é saber que o anúncio fraudulento do ex-namorado tinha recebido 161 respostas, como a polícia viria a descobrir.

Fica mais este alerta, que aprendamos alguma coisa com esta história horrenda. Cuidado com o que põem na Internet, cuidado com quem pode vê-lo! Nunca tive uma página no Myspace. Inscrevi-me no Hifive apenas para poder ver as coisas da minha sobrinha Marta, tinha ela treze anos, nunca lá escrevi duas letras, nem fotografia de perfil tenho. Sou extremamente cuidadosa quanto a quem pode ver as minhas fotografias no Facebook. E, ainda assim, sabemos o que aconteceu há duas semanas, comigo e com mais três pessoas. E o caracol volta a pôr as antenazinhas de fora, como sempre soubemos que aconteceria, confiante na sua impunidade. Como se engana! No news nem sempre é sinal de good news. Estas coisas levam o seu tempo, mas as notícias estão a caminho. E mais não digo, o caracolzinho que esteja preparado.

domingo, 29 de maio de 2011

Isto vai ser ainda mais longo, aviso já

Não resisto a meter-me com a Luna e o seu grande (em conteúdo e em extensão) post de sexta-feira. Porque precisamos de rir, que o riso preserva-nos a sanidade perante tanta insanidade como a dos últimos três dias.

Ainda assim, e porque o sucedido lesou publicamente e com enorme gravidade a imagem e o bom nome de quatro pessoas, e isso tem consequências graves, e não ficará impune, é necessária agora uma incursão em acontecimentos passados, alguns muito antigos e com uma relação insuspeita com o presente. Precisava agora de ter a mente disciplinada de um Poirot para, com ordem e método, relatar tudo o que sucedeu.

Aparentemente, tudo terá começado em princípios de Abril, quando fui avisada de que um blogue que eu não lia, que tinha espreitado uma única vez, um ano antes, para sair desinteressada, tinha reproduzido, aparentemente por indignação, um post de um abjecto hate blog de curta duração. O blogue em si era de mau gosto, com imagens medonhas, era maldoso, mas o pior era mesmo o que surgia na caixa de comentários. Tudo era permitido, a autora tudo deixava passar, as maiores baixezas, as maiores calúnias, as afirmações mais chocantes sobre a suposta vida privada de pessoas diversas. As mais atacadas, metódica e persistentemente, eram três, sendo eu uma delas, a Luna outra. A terceira ainda não foi referida em toda esta história, e mais vale preservá-la e mantê-la afastada deste lodaçal.

O blogue que assim voltava a trazer a lume coisas que melhor seria que nunca tivessem visto a luz do dia, já adivinharam, era o doce, rosadinho no template, no título e no nome da  autora, Love Etcetera. Mais ainda, dava-lhes destaque maior do que o inicial, já que trazia tudo, comentários incluídos, para a página inicial do blogue. Foi aqui. Repararão que o título que vos surge no browser é completamente diferente do actual (e enquanto lá estiver, claro), que a criaturinha é useira e vezeira em apagar, editar, reescrever, escrever por cima, não tem descanso, é uma autêntica formiguinha laboriosa da arte de se desdizer. Os comentários originais, contudo, estão lá (por enquanto, claro; escusado será também dizer que acautelei cópia de todos), e muitos a condenaram por aquela publicação.

Uma coisa me intrigou imediatamente, apesar de me ter mantido afastada. Porquê, entre tantos posts do tal agora extinto hate blog, escolher logo aquele em que os comentários era mais nojentos e em que a principal visada era eu (e logo a seguir a Luna), com considerações várias sobre a minha pessoa e, escritos com todas as letras, o meu local de trabalho e respectiva morada, código postal incluído? Porquê justamente aquele? Com que intenção? Ou era profundamente estúpida ou havia ali premeditação. Adicionei-a ao Google Reader, mais valia mantê-la sob observação.

Depois de muito levar na cabeça, a doce e rosada criatura, que tem a constância de interesses e opiniões de um gato de três meses, acabou por escrever por cima do post da polémica. Só então comentei, podem ver aqui, tal como podem ver a resposta da cândida criatura, toda protestos de inocência e das mais límpidas intenções (não tenho paciência para estar a transcrever tudo).

Mais de um mês depois, encontro no GR um post dela, das três dessa madrugada, novamente com a transcrição de todos aqueles comentários. Quanto tempo esteve visível é coisa que desconheço, mas já tinha sido apagado. Novas e maiores desconfianças, claro. Finalmente, na tarde de quinta-feira, rebenta a bomba do blogue da falsa Pipi. Já sabem como foi rápido descobrir a identidade da autora e reunir as indispensáveis provas.

A Luna, sabedora de tudo desde o início, foi a única a dar-lhe ainda, durante algum tempo, o benefício da dúvida, tantas e tamanhas eram as evidências. A criatura, como é habitual, foi logo para o blogue berrar aqui d'el-rei, que estou a ser injustiçada! Depois de comentários vários entre as duas, e comentários das lacraias que costumam aparecer nestas ocaisões ("não ligues, estás muito acima delas" e coisas semelhantes), resolvi finalmente comentar. E fui sucinta: 

«Já agora, posso saber porquê e com que intenção voltou a publicar, às três da madrugada do dia 11 de Maio, os comentários injuriosos a meu respeito, retirados do extinto Rebéu, em que até o meu local de trabalho e respectiva morada eram expostos?

Que mal lhe fiz eu para me detestar tanto? Nunca visitei o seu blogue, nunca o comentei, nunca o referi no meu. Não consigo perceber.»
A resposta, quando chegou, confirmou a minha suspeita de que a criatura me tinha ficado a odiar há um ano. E quando avistou uma oportunidade de atacar, não a desperdiçou. Passo por cima do discurso malcriado e histérico, pelo abusivo tratamento por tu, que não lhe autorizo, deixo-vos a avaliação:

«Teresa,

podes saber tudo, então não podes, até o meu google reader andas a espreitar, tal é o interesse que tens em mim!!! clpa, clap, clap!!!

Eu não gosto de ti, é simples.

Primeiro porque me ofendeste na caixa de comentários da Luna, numa altura em que a Luna tinha sido plagiada no facebook por uma amiga tua de seu nome T. Lembras-te?

Segundo, não gosto de ti, porque andaste a gozar com uma rapariga, de seu nome Marianinha, e gozar com alguém que já está mal, só uma pessoa muito má é o que o faz.

Terceiro, porque gostas muito e te ris imenso quando falam mal de mim no blog das pipis.

E quarto, não gosto, porque não. Não sou obrigada a gostar de ti.

Quinto, não te devo satisfações nem explicações nenhumas.

Sexto, tens a mania que és muito culta, inteligente, e tudo mais do que as outras pessoas, és uma ressabiada, como vocês dizem aqui pela blogosfera. É o que és, não sabias? Oh.

E por último só pareces aqui, sim, porque já comentaste aqui anteriormente, quando há ‘sarilhos’, o que me leva a crer que és uma fofoqueira.

E não, não és bem-vinda aqui.

Eu, como não gosto de ti, não vou ao teu blogue, logo é como se não existisse. Que eu me lembre nunca lá deixei um comentário sequer. Nem te sigo às escondidas pelo reader, nada disso, não gosto não leio. e não leio porque não gosto de ti, como blogger, como pessoa.

No dia 11 de Maio foi o dia em que os blogues da plataforma do blogger tiveram imensos problemas, apareceram e desapareceram posts, e devo ter republicado esse que estava em draft. E isto já são explicações a mais. E outra coisa, escusas de corrigir as minhas frases, já sei que em Portugal não há ninguém que escreva tão bem em português como tu.

Pronto, está satisfeita a curiosidade de vossa excelência de coroa partida???»
Assiste-me o direito de resposta a algumas acusações que aqui me são feitas, bem como a muitas falsidades. Ora a minha resposta não seria publicada no blogue da criatura, tal como não foram publicados um comentário da Madalena e outro da I.

Recuemos então até Junho do ano passado, ao célebre caso em que a Luna foi repetidamente plagiada no Facebook com frases retiradas aleatoriamente do seu blogue. Substituí o nome da plagiadora por uma inicial no comentário da Pinkk Candy acima por ser assunto encerrado. Depois de incontáveis peripécias, de se ter criado um grupo no Facebook para denunciar a situação, e após alguma mediação de amigas, a acusada pediu desculpa à Luna por e-mail e publicou-a no seu mural do Facebook, o que tornava o pedido de desculpa público, como era devido.

A Luna, por sua vez, na página do blogue no Facebook, em que surge como Ana Luna, deu a notícia. Os comentários não se fizeram esperar. Regra geral, toda a gente concordava que o pedido de desculpa estava longe de ser muito convincente. Mas enfim, se a Luna o aceitava... Toda a gente menos a Pinkk Candy. Respondi-lhe no Facebook. Quando a Luna, horas mais tarde, pôs a história no blogue, repetiram-se os comentários do mesmo teor (podem verificar aqui) e, claro, surge novamente a Pinkk Candy, única voz discordante:

«a melhor parte do suposto pedido de desculpas da t. a plagiadora é sem dúvida esta: " Ideias suas, sim...aqui e ali fui buscar!"

leram bem, aqui e ali, quando foram posts inteiros.
a minha alma está pasma, com um pedido de desculpas tão esfarrapado, para uma coisa tão grave que fez.

e ela não só plagiou a Luna, como mentiu a todos os seus supostos amigos no facebook, atenção.
ao menos que tivesse a decência de fazer um pedido de desculpas PÚBLICO em condições. porque este de sincero não tem nada.

é uma sonsinha, e há-de ser sempre. agora mudou de um minuto para o outro? pelas desculpas viu-se mesmo o grau de arrependimento. quem será que vai plagiar a seguir?

pessoas assim falsas quanto mais longe mais brilham.

Luna, desculpa, já sabias a minha opinião, mas há quem não tenha facebook e ainda vá pensar que a T. é alguma santa, ou que se arrependeu mesmo.»

Descontrolada como agora sabemos que é seu apanágio. Não resisti a responder-lhe (a tal resposta ofensiva que me fez incorrer para sempre no seu ódio):

«Pinkk Candy,

Copio para aqui o que já lhe tinha dito no FB, sendo que esta é a última vez que toco neste assunto.

O que aconteceu é do conhecimento de todos nós, e estou certa de que a T. terá dado maiores explicações à Luna, a grande lesada, do que as que aqui publicou. Repito que a lesada foi a Luna, não fui eu, não foi a menina, por mais indignadas e solidárias que nos mostremos. E se ela teve a generosidade de pôr uma pedra no assunto, sem mais recriminações (já conhecemos todas as recriminações de cor), não me parece que nós tenhamos legitimidade para vir aqui repisar os erros cometidos.

É preciso ter coragem para fazer um pedido de desculpa público, mais ainda quando é TÃO público como este, infelizmente, acabou por ter de ser. A T. pediu desculpa, e eu gosto sempre de acreditar no que há de bom nas pessoas, mesmo podendo vir a decepcionar-me.

Por último, fui ensinada de pequena a ser generosa. Não é uma questão de pena, é uma questão de compaixão, são coisas diferentes. Disse-lhe que não é absolutamente nada cristão bater em quem acaba de confessar publicamente um erro. Dir-me-á talvez a menina que até calha bem, que nem é cristã. Aí eu respondo-lhe com palavras de Afonso da Maia sobre a educação que estava a dar ao neto (como não me conhece, não sabe que venero Eça de Queiroz): «Mas tudo isso que você lhe ensinaria que se não deve fazer, por ser um pecado que ofende a Deus, já ele sabe que se não deve praticar, porque é indigno de um cavalheiro e de um homem de bem.» Faça as devidas adaptações. Uma pessoa de bem ao aceitar um pedido de desculpa não relembra e repisa o que o originou.

Mas isto sou eu, que fui educada assim.

A menina está a ser justamente o que o André tão bem referiu ali em cima: mais papista do que o Papa. O que seria necessário para aplacar de vez essa sua sanha de vingança? Que a T. se vestisse de serapilheira, pusesse uma corda ao pescoço, e fosse descalça, com os filhos (em iguais preparos) pela mão, prostrar-se aos pés da Luna como Egas Moniz com o rei de Castela? Não me parece que a Luna queira isso. O pedido de desculpa foi feito, e suponho até que de modo mais completo, que não tenho a Luna em conta de pessoa que se deixe enganar com facilidade. Se ela se dá por satisfeita, não devemos dar-nos todos.

E, já agora, permita que a corrija: a menina não fica pasma, a menina fica PASMADA. Quem fica pasmo são os brasileiros, e mesmo em relação a eles duvido que seja correcto, teria de consultar o grande Aurélio Buarque de Hollanda. Que não tenho, obviamente. Já me chegam as subtilezas do português de Portugal.

P.S. E tu, Luna, desculpa este comentário. Mas tinha de fazê-lo.»

E a resposta, no desconchavo e na histeria ofensiva do costume:





«Teresa,

e eu copio para aqui o que lhe respondi no facebook:

"Teresa,

não quero aqui bate bocas consigo, que não a conheço de lado nenhum.

CORAGEM? é preciso ter CORAGEM e ser uma grande ressabiada para fazer um pedido de desculpas, que de pedido de desculpas não tem nada. entendeu? ou a Teresa, não sabe como se pedem desculpas verdadeiras, ou pensa que somos todos parvinhos e não sabemos distinguir um pedido de desculpas verdadeiro de um falso? haja paciência."

e se quiser fique pasma ou pasmada, porque a mim a sua opinião é totalmente indiferente, porque ao que consta vossa excelência, armada em chica esperta (e coma "a" mania das típicas tias), é amiga dessa criatura. logo é igual a ela. e já fui ver o seu blogue e a ideia que tinha de si, mantêm-se, mofo, muito mofo nessa cabeça.

e agora, se não se importa vá chatear outra pessoa, está bem QUERIDA? se não gosta de mim, azar o seu QUERIDA! ponha lá umas bolinhas de naftalina, daquelas sem cheiro, que as traças já devem andar por aí, com tanto cheiro a mofo.»


Até a Luna acabou por ter de intervir, para pôr a pequena no lugar:


«a Teresa não é amiga da pessoa em questão, embora tenha conhecimentos comuns.
Mas é MINHA amiga, e mais, foi a pessoa que mais me defendeu e se bateu por mim e pela minha causa, inclusive junto das pessoas que tem em comum com a T., dando a cara por mim, pelo que não admito que a destratem no meu blog. E muito menos que a acusem de ser igual à pessoa em questão.
Mais, a Teresa sabe bem o que penso de tudo isto, e porque tomei esta decisão de deixar morrer o assunto.
Tal como te expliquei a ti, e tão bem percebeste.
O assunto por mim acabou aqui, e a última coisa que quero é que nasçam mais guerras, ainda para mais quando se está do mesmo lado.»

E assim ganhei uma inimiga. Curiosamente, algum tempo depois (um mês e tal, talvez, não sei precisar), veio pedir-me amizade no Facebook. Eu, que me lembrava bem daquela imagem de bonequinha de cabelo cor-de-rosa, só amor, flores e avezinhas a cantarem, e da qual a única coisa que queria era distância, fiz-me de morta. Nem carreguei no botão "ignore", apenas deixei o pedido para lá pendurado.

Por último, e porque já vomito este assunto e tal personagem pelos ouvidos, respondo às acusações que me fez e que estão lá em cima.

1. Passei a espreitar o blogue dela no Google Reader a partir do momento em que publicou coisas que me dizem respeito, sem qualquer motivo plausível. O blogue em si é medíocre, a personalidade de quem o escreve assustadora.

2. Não gosta de mim e assume (haja alguma coisa honesta nela). Perfeitamente, não me pode ser mais indiferente. Só não sei, então, por que foi pedir-me amizade no Facebook. Seria já com a intenção velhaca de tentar apanhar-me fotografias? Correu-lhe mal.
Ofendi-a aquando do plágio da minha amiga T. Julgava que essa parte tivesse ficado esclarecida na altura, que não sou amiga da T., sou muito amiga de uma grande amiga dela. Mas a Pinkk Candy, novamente, ou é muito estúpida ou prefere interpretar e distorcer os factos à sua moda. Quanto às ofensas, o comentário está acima, julguem vocês.

3. Diz que andei a gozar (palavra tão elegante!) com uma pessoa de nome Marianinha. Sobre isso não devo alongar-me demasiado, que nem devia ter sido para aqui chamada, mas agradeço à Pinkk Candy ter-me dado mais argumentos, denunciando-se como a anónima que andou a dizer mal de mim em blogues a falar do assunto. O pior é que não sabe o contexto. Quando essa pessoa deixou um comentário na Pipoca a pedir roupa, acessórios, maquilhagem e mais não sei o quê, saltou-lhe tudo em cima, com as palavras mais cruéis. Ora eu nunca gostei de ver bater nos mais fracos. Defendi-a. Os comentários já não estão à vista, porque foram feitos numa caixa Haloscan que já não existe, mas suponho que a Pipoca os tenha ainda guardados. Tive curiosidade e fui espreitar o blogue. Apercebi-me de diversas coisas, mas ofereci ajuda, mesmo assim. O mesmo aconteceu com outra pessoa, a quem falei do assunto (e que é uma das envolvidas no caso da falsa Pipi).
Com o tempo, fui percebendo mais coisas. Que havia ali uma Mofina Mendes com os pés fora da realidade, uma pedinchona nata e uma invejosa. Teve a audácia de fazer um post sobre a Maria (Take Us to Bruges), que a ela todos ajudavam, só a ela, pobre desgraçada, ninguém oferecia nada. Claro que comentei, não se metam com os meus! Não fui malcriada, limitei-me a explicar as muitas razões por que a Maria é tão merecedora de toda a ajuda que conseguir. O comentário viria a ser apagado, como todos os outros desse post. Tempos depois, voltou a pedir ajuda, pedia dinheiro para estudar. Nessa altura eu já conhecia o blogue há mais de um ano, foi a última vez que lá comentei, desinteressei-me do caso.


«Não, lamento.
Prefiro doar coisas (como já fiz), divulgar e publicitar quem realmente merece. Quem se esforça e trabalha como um cão para atingir os seus objectivos. Alguém a quem, se eu apontar uma falha mínima de Português (e não erros medonhos e uns atrás dos outros, em catadupa), se apressa a corrigi-la e nunca mais a tem. Alguém que ouve os outros e também sabe dar, em vez de só pedir, pedir, pedir.
Alguém como a Maria do Take Us to Bruges, sim.»

Não consigo ver em que foi que eu gozei com esta pessoa, limitei-me a fundamentar uma recusa.

4. A Pinkk Candy não tem qualquer hipótese de saber se gosto e rio muito quando a comentam na Pipi. Da primeira vez que a Pipi fez troça dela fui ver o blogue, reconheci a bonequinha de cabelo-cor-de rosa (confesso que já nem do nome do blogue me lembrava) e nunca comentei qualquer post a ela referente. Dela só queria distância, o que prova a qualidade da minha intuição.

5. Não gosta de mim porque não, não é obrigada a gostar de mim. Claro que não. Eu também não morri de amores por ela, e escolhi manter-me longe dela. Ela escolhe prejudicar-me e difamar-me.

6. Quanto a não me dever quaisquer satisfações e explicações, está enganada. Muito enganada. Deve a mim e a mais três pessoas. Nada que o tribunal não resolva.

7. Não deixa de ser uma curiosa coincidência que o apagão do Blogger tenha sido realmente no dia 11 de Maio, só que só começou largas horas depois. Mas mesmo esse argumento não a iliba. Tinha o texto em draft? Como? Porquê? Tinha-o retirado (escrito por cima, o que elimina o draft), reconhecendo que não devia tê-lo publicado. Com que intuito o publicou novamente, logo o retirando? E por que se deu ao trabalho de o editar, apagando o nome do meu local de trabalho e respectiva morada, mas mantendo todas as injúrias que eram dirigidas a mim e a outra pessoa?

8. Tenho a mania de que sou muito culta, inteligente, etc. Não me lembro de alguma vez ter escrito alguma coisa que tal desse a entender. As coisas são como são, não como daria jeito à Pinkk Candy que fossem. Ah, e sou uma ressabiada, claro. Esta nem comento.

9. Só apareço no blogue dela quando há sarilhos. Inteiramente verdade. Isto é, quando ela me envolve truculentamente em coisas abjectas (e desta vez com enorme gravidade). Não sou fofoqueira, como diz, apenas defendo a minha imagem e o meu bom nome. Foram os dois únicos comentários que lhe deixei. Com franqueza, Pinkk Candy, acha que o seu blogue seja coisa que possa interessar-me?

10. Só mais uma coisa: na sua atitude recorrente de escreve/reescreve, edita/reedita, tirou os links para mais um post em que difama quatro pessoas, alterando ligeiramente o texto. Foi tarde. Ser trafulha, má pessoa e estúpida em simultâneo deve ser mesmo uma cruz muito pesada de carregar.

E agora, em jeito de conclusão, digo como João da Ega nos Maias, depois do tragicómico episódio do baile dos Cohens e posteriores desenvolvimentos: «Caiu-me a alma a uma latrina, preciso de um banho por dentro!»

sábado, 28 de maio de 2011

We've only just begun

Não se deixem enganar pela doçura embaladora do título do post, que é o título de uma música dos meus muito queridos Carpenters. O texto que se segue foi deixado na minha caixa de comentários pela Madalena, tão lesada como eu e mais duas pessoas pelas acções deste bulldozer desgovernado.


Teresa, sei que não te importas se eu transcrever aqui o ÚNICO comentário que fiz no blog da criatura, e que aposto não será publicado.

"Melanie, estou a perder a paciência. E estou a fazer uma coisa que disse a mim própria que não faria, que é comentar nesta coisa abjecta que é o teu blog. Os comentários anónimos anteriores não são meus, nenhum deles, mas lá está, eu tenho muitos amigos. Eu NUNCA, como podes ver, comento anonimamente. Nunca me escondi em blog nenhum, desde que esta história triste começou.

Não sabia sequer que tinhas um filho, quanto mais ameaçá-lo. E a prova são os emails que trocámos - os quais não vais publicar na íntegra, claro -, onde tu me acusas de dizer e de te chamar coisas horríveis. Mas serão publicados noutro blog, evidentemente, que isto não é razão para reabrir o meu ao fim de dois anos.

Com tanta mentira que já disseste, tanta calúnia e tanta contradição, tanto tiro disparado em tantas direcções e, principalmente, o teu historial triste de blogger desequilibrada de que agora me apercebo (sabes, eu praticamente não tinha dado pela tua existência), não me parece que tenhas a credibilidade no auge.

Outra coisa que não me parece é que publiques este meu comentário, mas ele também será publicado noutro blog qualquer." 

Uma triste conclusão


Todos gostamos de receber visitas nos nossos blogues, muitas, quantas mais melhor. É a fraqueza comum a toda a gente que anda na blogosfera. O que me entristece é que este blogue, que é pouco visitado, andando em dias bons, e se eu publicar diariamente, ou quase, por volta das 300 visitas, um pouco menos, às vezes (raramente) um pouco mais, tenha atingido ontem um número perfeitamente insólito.


Nada que não soubéssemos: a blogosfera adora sangue, tem o faro de um tubarão para dar com ele. Bem sei que muitas visitas me chegaram da Luna, que tem uma projecção muito maior. Mas ainda assim... 1339?!

Gostava bem mais que tivessem vindo por causa da minha posição quanto ao Acordo Ortográfico, por exemplo.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

To whom it may concern - II

Mensagem recebida do meu querido amigo Harvey (o nome é uma private joke nossa), advogado ilustre (uma fera!), depois de ler o post anterior:

«Teresa. 
Vou ser franco e necessariamente sucinto. Porém começo com uma ressalva: desde há largos anos que eu faço exclusivamente direito societário e não penal. Isso não tem impedido que dê opiniões e ajude a estabelecer estratégias nas quais o direito penal é também carreado. Feita a ressalva cá vai a minha opinião de amigo (estupefacto).

Quero crer que há duas coisa na vida (entre poucas outras mais) que "são nós" e, portanto, tangem a nossa própria essência de indivíduos: o nome e a imagem. São a nossa marca única, inalienável e absoluta. 


Ora se alguma delas é beliscada ou usada de forma a afrontar o meu "eu", eu deixo de ser "um eu" absoluto e inegociável e torno-me mais um valor relativo entre outros tantos, mais ou menos voláteis, mais ou menos episódicos, mais ou menos convenientes ou circunstanciais. Ou seja: "desvalorizo". E a minha obrigação de vida é ser, e querer ser, melhor a cada dia. Por mim e pelos outros. Para mim e para os outros.

• Eu não perdoaria uma afronta como a que descreve.

• Se a avaliação de um profissional do foro for "temos prova bastante, suficiente e escorada", eu não hesitaria um instante sequer. Tenaz nas carótidas.

• Arranque uma indemnização e atribua-a à protecção dos animais, a uma IPSS, a uma causa merecedora, enfim, a quem precisa. Seja magnânima; os juízes gostam disso.

• A blogosfera (!) anda pejada de vícios, anonimatos, baixarias, facas e alguidares, irresponsabilidade e desresponsabilizaçao. Seja também uma pioneira na boas práticas dos blogs sociais e culturais (os de política são peculiares mas nem aî se chega tão baixo).
Não creio que este caso deva ficar por resposta e troco em forma de tinta pouco permanente, nem sequer por umas singelas bengaladas* (mesmo se bem afinfadas). 
É a minha opinião e vale o que vale (porventura nem um vale de desconto na Galp mais próxima). Mas dou-a de bom grado e travejado no mais comum e trivial senso das coisas do bem e das coisas do mal. 
Beijo. 
L.

(escrito a correr no iPhone, pelo que vai certamente com erros que a T. relevará com bondade).»


 * A fina nota queirosiana. That's my Harvey!

Nota: publicado com autorização do remetente, como é óvio.

To whom it may concern

De uma vez por todas, e para que fique bem claro: não sou a Pipi das Meias Altas, nunca fui a Pipi das Meias Altas. A ter o blogue várias autoras, não sou nem fui nunca uma delas. Com franqueza! Se já para o meu próprio blogue pessoal tenho pouco tempo, se há séculos não escrevo uma linha no Beatles Forever!, que graças a Deus continua a ser profusamente alimentado pelo meu sócio, se o blogue do Liceu (o meu querido blogue do Liceu!) ainda tem fotografias por publicar dos dois últimos jantares, faz algum sentido que eu ainda pudesse desdobrar-me em mais um blogue? Ainda por cima um blogue que exige a leitura de outros blogues? Get out of here!

É do conhecimento geral que acho muita graça ao blogue da Pipi, mesmo que essa graça que lhe acho seja um tanto ou quanto oscilante, tendo duas ou três vezes achado, com toda a honestidade, que estava a ir um pouco longe de mais, ficando já perigosamente na fronteira do maldoso. E isso é coisa a evitar a todo o custo, porque não vejo ali ponta de maldade, vejo apenas malícia risonha e irreverência folgazã (gosto tanto deste adjectivo, a ver se me lembro de o usar mais vezes). A reacção dos visados no Pipi das Meias Altas está directamente ligada à sua capacidade de rirem de si próprios. Se a têm, corre tudo lindamente, dá-se uma grande gargalhada e tudo acaba bem — eu própria já fui satirizada, e ri com gosto. Se essa capacidade é omissa pode haver problemas em graus variáveis. Que há pessoas que se levam demasiado a sério já todos sabemos, e essas têm-se manifestado ao longo destes meses de existência do Pipi das Meias Altas. Cada caso é um caso, e depois há os que beiram o patológico, os daquelas pessoas que não toleram uma crítica, uma troça amena, a menor beliscadura (que egos frágeis, santo Deus!), pessoas com debilidades que as fazem ter actos tresloucados e, pior ainda, passíveis de procedimento judicial. Foi o que aconteceu ontem.

A meio da tarde fui avisada para ir ver um blogue acabado de criar, reproduzindo o template do Pipi das Meias Altas. Fiquei estarrecida e enojada. A usurpadora disparava às cegas contra pessoas que achava serem autoras do Pipi das Meias Altas, eu e duas outras, tudo nos termos mais ofensivos e na linguagem mais baixa (nem menciono as deficiências do Português). A isto juntava fotografias das visadas, fotografias reais, éramos mesmo nós, as bloggers que a alucinada criatura enfiou na cabeça que são a Pipi que ela tanto odeia. Num caso, fotografias tiradas de um antigo blogue, só não sei há quanto tempo — o que levanta uma inquietante ideia de premeditação, de plano matutado. As outras duas fotografias foram retiradas do Facebook. Não do meu, já que sou muito cuidadosa com quem pode ver as minhas fotografias, a primeira coisa que fiz, ao criar o primeiro álbum, foi criar uma aplicação a que chamei "autorização para fotos", que me permite seleccionar, uma a uma, as pessoas que podem aceder-lhes.

O Rui Guedes dizia-me muitas vezes, há muitos anos: «Maria Teresa, sabe por que é que o Diabo sabe muito? Não é por ser Diabo, é por ser velho.» Dou-lhe razão, mais uma vez. Como tal, só posso sorrir quando encontro o maior insulto que algumas criaturas usam comigo, julgando que me abala: velha.

Ora vejam, retirado do tal blogue que já não existe (claro que fiz print screen, sou velha, não se esqueçam, já cá ando há muito tempo e aprendi a ser prudente):


A sabedoria popular tem pérolas como "quem vai à guerra dá e leva" ou "quem anda à chuva molha-se." Certo, certíssimo. Ando na blogosfera e não serei certamente a mais consensual das pessoas. Há quem goste muito de mim, há quem goste moderadamente de mim, há quem não me suporte. I can live with that. O que não tolero é que, para me atingir, se tenham servido fraudulentamente da página do Facebook de uma grande amiga minha, uma das minhas melhores amigas, que há algum tempo publicou fotografias em que estávamos juntas na inauguração de uma exposição de pintura.

A minha amiga foi descuidada? Foi. Eu tinha-a já alertado há algum tempo para a presença de uma certa pessoa que me inspirava sérias reticências entre os seus amigos do Facebook (foi uma coisa que começou no Twitter e depois passou para lá). Pior ainda, a minha amiga é uma incurável descontraída/distraída/preguiçosa, disse-me que sim senhora, que ia remover, mas esqueceu no minuto seguinte. Muito pior ainda, a minha amiga não tem restrições quanto a quem pode ver as suas fotografias: desde que esteja entre os seus amigos, qualquer pessoa pode ver (mas não amigos de amigos, atenção).

Nenhuma destas negligências/distracções pode desculpar que quem se serviu das suas fotografias, certamente esfregando as mãos de contente por me encontrar nelas, a tenha feito participar de um cenário ao qual é completamente alheia. A minha amiga anda afastada da blogosfera há dois anos (e o seu blogue era um dos meus grandes favoritos, sem que a amizade pesasse na equação, sou amiga de pessoas cujos blogues acho uns trastes, e elas sabem), desconfio que a minha amiga nem sequer sabia da existência de um blogue chamado Pipi das Meias Altas. A vingativa criatura estendeu a sua sede de sangue a quem ainda tinha menos que ver com o Pipi das Meias Altas do que eu e as outras contempladas com os seus primores de retórica. 

Confirmarmos quem era a autora foi coisa rápida. Sabemos quem é, o nome por trás do nome de blogger, sabemos-lhe o IP e a morada. Às seis da tarde já tínhamos todos os elementos necessários, não venham cá com essas histórias de que as mulheres são umas cabras umas para as outras, que as mulheres, em caso de necessidade, sabem ser solidárias e unidas como os homens nem sonham, não se ficando pela palmadinha complacente nas costas.

Claro que isto é passível de procedimento judicial. Há aqui matéria para uma queixa-crime. A advogada de uma de nós, as visadas, analisou hoje todos os print screen que em boa hora acautelei (quando fiz refresh o blogue já tinha passado a privado, uma hora depois evaporou-se); ficou tão indignada que se ofereceu para nos representar pro bono. Isto diz bastante, não?

ADENDA: sobre o mesmo assunto, recomendo vivamente a leitura de três grandes posts, por ordem cronológica:

Da Charlotte
Da I.
Da Luna