O lado mais aterrador da Internet
É uma pena que o show de Oprah Winfrey tenha chegado ao fim. Ao longo dos anos em que passou em Portugal, julgo que uns oito, vi sempre que pude, e raros foram os programas que me deixaram indiferente.
Ontem de manhã, cedo, ainda na cama, apanhei uma história que me deixou siderada.
Em Dezembro de 2009, Sarah encontrou na Craigslist (página de anúncios imensamente popular nos Estados Unidos, com milhões de visitas diárias), na secção de Adultos, um anúncio posto em seu nome, com fotografias suas. Dizia simplesmente «Need an aggressive man with no concern or regard for women. If interested, contact Sarah.». Aterrorizada, correu para a polícia, que lhe disse que nada podia fazer e lhe sugeriu que contactasse a Craigslist. Sarah apressou-se a fazê-lo e o anúncio foi imediatamente retirado. Mas o mal estava feito, e teria consequências trágicas para esta mulher de menos de trinta anos.
Por trás deste anúncio medonho de uma mulher a proclamar que queria ser maltratada e supostamente a angariar agressores estava um ex-namorado despeitado e vingativo. Ainda mais despeitado pelo facto de Sarah, entretanto, ter começado nova relação e ter ficado noiva e com casamento à vista. Retirou as fotografias da página de Sarah no Myspace, forjou o anúncio, recebeu as respostas, marcou encontros com pelo menos duas pessoas, com hora e local — a morada de Sarah.
Podem ler pormenorizadamente toda a história aqui, vou resumir. Ainda em Dezembro de 2009, ao regressar a casa, Sarah sentiu alguém atrás de si. Foi agarrada pelos ombros e empurrada para dentro de casa. «You wanted an aggressive man, bitch. Here I am», foram as palavras do agressor. Sarah foi selvaticamente violada, as súplicas de nada serviram, a sua diminuta estatura de 1,50 m ainda menos a habilitava a tentar lutar. Quando tudo acabou e o violador deixou o apartamento, Sarah precipitou-se para o telefone. Polícia e pessoal médico são unânimes e confirmam que nunca tinham lidado com um caso de violação tão medonho e violento. Aos diagramas feitos por uma médica para assinalar todas as lesões, com setas indicativas, faltou espaço no papel, tantas e tamanhas eram. Uma enfermeira confirmou que era a violação mais brutal de que tinha tido conhecimento.
Ainda Sarah estava no serviço de urgências do hospital, pediu ao noivo que fosse a casa buscar-lhe os óculos. Na sala estava um segundo homem, com uma câmara de vídeo montada. Teria sido um segundo violador, muito possivelmente, estava ali por causa de um e-mail recebido de um J. Stipe.
A partir daí, reconstruir a história foi fácil. Jebediah Stipe era o ex-namorado, que entretanto continuava a enviar-lhe mensagens a dizer que poderia sempre contar com ele para tudo. Viria a admitir ter publicado o anúncio e ter usado fraudulentamente a identidade de Sarah. Esperamos que apodreça na prisão, foi condenado a uma pena mínima de 60 anos.
O violador, Ty McDowell, 26 anos, casado e com dois filhos, técnico de radiologia no hospital da mesma cidadezinha do Wyoming, estado que conheço tão bem, disse à polícia achar que estava a realizar a fantasia de violação de Sarah (claro, todas as mulheres sonham com isso, não é?!). O tribunal não foi na conversa, teve a mesma sentença, pena mínima de 60 anos.
Mais assustador ainda é saber que o anúncio fraudulento do ex-namorado tinha recebido 161 respostas, como a polícia viria a descobrir.
Fica mais este alerta, que aprendamos alguma coisa com esta história horrenda. Cuidado com o que põem na Internet, cuidado com quem pode vê-lo! Nunca tive uma página no Myspace. Inscrevi-me no Hifive apenas para poder ver as coisas da minha sobrinha Marta, tinha ela treze anos, nunca lá escrevi duas letras, nem fotografia de perfil tenho. Sou extremamente cuidadosa quanto a quem pode ver as minhas fotografias no Facebook. E, ainda assim, sabemos o que aconteceu há duas semanas, comigo e com mais três pessoas. E o caracol volta a pôr as antenazinhas de fora, como sempre soubemos que aconteceria, confiante na sua impunidade. Como se engana! No news nem sempre é sinal de good news. Estas coisas levam o seu tempo, mas as notícias estão a caminho. E mais não digo, o caracolzinho que esteja preparado.










E a resposta, no desconchavo e na histeria ofensiva do costume:
«Teresa,
Até a Luna acabou por ter de intervir, para pôr a pequena no lugar:
«a Teresa não é amiga da pessoa em questão, embora tenha conhecimentos comuns.
Mas é MINHA amiga, e mais, foi a pessoa que mais me defendeu e se bateu por mim e pela minha causa, inclusive junto das pessoas que tem em comum com a T., dando a cara por mim, pelo que não admito que a destratem no meu blog. E muito menos que a acusem de ser igual à pessoa em questão.
Mais, a Teresa sabe bem o que penso de tudo isto, e porque tomei esta decisão de deixar morrer o assunto.
Tal como te expliquei a ti, e tão bem percebeste.
O assunto por mim acabou aqui, e a última coisa que quero é que nasçam mais guerras, ainda para mais quando se está do mesmo lado.»
E assim ganhei uma inimiga. Curiosamente, algum tempo depois (um mês e tal, talvez, não sei precisar), veio pedir-me amizade no Facebook. Eu, que me lembrava bem daquela imagem de bonequinha de cabelo cor-de-rosa, só amor, flores e avezinhas a cantarem, e da qual a única coisa que queria era distância, fiz-me de morta. Nem carreguei no botão "ignore", apenas deixei o pedido para lá pendurado.
Por último, e porque já vomito este assunto e tal personagem pelos ouvidos, respondo às acusações que me fez e que estão lá em cima.
1. Passei a espreitar o blogue dela no Google Reader a partir do momento em que publicou coisas que me dizem respeito, sem qualquer motivo plausível. O blogue em si é medíocre, a personalidade de quem o escreve assustadora.
2. Não gosta de mim e assume (haja alguma coisa honesta nela). Perfeitamente, não me pode ser mais indiferente. Só não sei, então, por que foi pedir-me amizade no Facebook. Seria já com a intenção velhaca de tentar apanhar-me fotografias? Correu-lhe mal.
Ofendi-a aquando do plágio da minha amiga T. Julgava que essa parte tivesse ficado esclarecida na altura, que não sou amiga da T., sou muito amiga de uma grande amiga dela. Mas a Pinkk Candy, novamente, ou é muito estúpida ou prefere interpretar e distorcer os factos à sua moda. Quanto às ofensas, o comentário está acima, julguem vocês.
3. Diz que andei a gozar (palavra tão elegante!) com uma pessoa de nome Marianinha. Sobre isso não devo alongar-me demasiado, que nem devia ter sido para aqui chamada, mas agradeço à Pinkk Candy ter-me dado mais argumentos, denunciando-se como a anónima que andou a dizer mal de mim em blogues a falar do assunto. O pior é que não sabe o contexto. Quando essa pessoa deixou um comentário na Pipoca a pedir roupa, acessórios, maquilhagem e mais não sei o quê, saltou-lhe tudo em cima, com as palavras mais cruéis. Ora eu nunca gostei de ver bater nos mais fracos. Defendi-a. Os comentários já não estão à vista, porque foram feitos numa caixa Haloscan que já não existe, mas suponho que a Pipoca os tenha ainda guardados. Tive curiosidade e fui espreitar o blogue. Apercebi-me de diversas coisas, mas ofereci ajuda, mesmo assim. O mesmo aconteceu com outra pessoa, a quem falei do assunto (e que é uma das envolvidas no caso da falsa Pipi).
Com o tempo, fui percebendo mais coisas. Que havia ali uma Mofina Mendes com os pés fora da realidade, uma pedinchona nata e uma invejosa. Teve a audácia de fazer um post sobre a Maria (Take Us to Bruges), que a ela todos ajudavam, só a ela, pobre desgraçada, ninguém oferecia nada. Claro que comentei, não se metam com os meus! Não fui malcriada, limitei-me a explicar as muitas razões por que a Maria é tão merecedora de toda a ajuda que conseguir. O comentário viria a ser apagado, como todos os outros desse post. Tempos depois, voltou a pedir ajuda, pedia dinheiro para estudar. Nessa altura eu já conhecia o blogue há mais de um ano, foi a última vez que lá comentei, desinteressei-me do caso.
«Não, lamento.
Prefiro doar coisas (como já fiz), divulgar e publicitar quem realmente merece. Quem se esforça e trabalha como um cão para atingir os seus objectivos. Alguém a quem, se eu apontar uma falha mínima de Português (e não erros medonhos e uns atrás dos outros, em catadupa), se apressa a corrigi-la e nunca mais a tem. Alguém que ouve os outros e também sabe dar, em vez de só pedir, pedir, pedir.
Alguém como a Maria do Take Us to Bruges, sim.»
Não consigo ver em que foi que eu gozei com esta pessoa, limitei-me a fundamentar uma recusa.
4. A Pinkk Candy não tem qualquer hipótese de saber se gosto e rio muito quando a comentam na Pipi. Da primeira vez que a Pipi fez troça dela fui ver o blogue, reconheci a bonequinha de cabelo-cor-de rosa (confesso que já nem do nome do blogue me lembrava) e nunca comentei qualquer post a ela referente. Dela só queria distância, o que prova a qualidade da minha intuição.
5. Não gosta de mim porque não, não é obrigada a gostar de mim. Claro que não. Eu também não morri de amores por ela, e escolhi manter-me longe dela. Ela escolhe prejudicar-me e difamar-me.
6. Quanto a não me dever quaisquer satisfações e explicações, está enganada. Muito enganada. Deve a mim e a mais três pessoas. Nada que o tribunal não resolva.
7. Não deixa de ser uma curiosa coincidência que o apagão do Blogger tenha sido realmente no dia 11 de Maio, só que só começou largas horas depois. Mas mesmo esse argumento não a iliba. Tinha o texto em draft? Como? Porquê? Tinha-o retirado (escrito por cima, o que elimina o draft), reconhecendo que não devia tê-lo publicado. Com que intuito o publicou novamente, logo o retirando? E por que se deu ao trabalho de o editar, apagando o nome do meu local de trabalho e respectiva morada, mas mantendo todas as injúrias que eram dirigidas a mim e a outra pessoa?
8. Tenho a mania de que sou muito culta, inteligente, etc. Não me lembro de alguma vez ter escrito alguma coisa que tal desse a entender. As coisas são como são, não como daria jeito à Pinkk Candy que fossem. Ah, e sou uma ressabiada, claro. Esta nem comento.
9. Só apareço no blogue dela quando há sarilhos. Inteiramente verdade. Isto é, quando ela me envolve truculentamente em coisas abjectas (e desta vez com enorme gravidade). Não sou fofoqueira, como diz, apenas defendo a minha imagem e o meu bom nome. Foram os dois únicos comentários que lhe deixei. Com franqueza, Pinkk Candy, acha que o seu blogue seja coisa que possa interessar-me?
10. Só mais uma coisa: na sua atitude recorrente de escreve/reescreve, edita/reedita, tirou os links para mais um post em que difama quatro pessoas, alterando ligeiramente o texto. Foi tarde. Ser trafulha, má pessoa e estúpida em simultâneo deve ser mesmo uma cruz muito pesada de carregar.
E agora, em jeito de conclusão, digo como João da Ega nos Maias, depois do tragicómico episódio do baile dos Cohens e posteriores desenvolvimentos: «Caiu-me a alma a uma latrina, preciso de um banho por dentro!»