quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Oprah's favourite things

Este programa anual e lendário foi o último, porque o show de Oprah já chegou ao fim nos Estados Unidos. Parece que as tentativas de subornos e cunhas para estar na assistência eram uma coisa de loucos — o próprio Brad Pitt terá uma vez telefonado a Oprah para tentar arranjar um bilhete para a mãe, segundo ela conta na edição em DVD dos vinte anos do show

Só apanhei o programa de hoje já no fim, no momento em que Oprah dava a cada pessoa na assistência (julgo que costumam ser 300) o novo modelo do Carocha de 2012. A histeria foi a habitual.

De todos estes programas, o mais célebre foi o do início da temporada de 2004-2005. Estávamos em Miami de férias, o Vítor foi ao cybercafe da Collins para fazer alguns ajustamentos em reservas para restaurantes, eu aproveitei para me enfiar na sapataria da esquina. Nisto recebo um SMS dele: «Vem depressa ver a Oprah.» No café havia um plasma gigante e estava toda a gente suspensa a ver aquela enorme extravagância, não havia memória de coisa semelhante, foi a notícia de abertura de todos os telejornais pelo país fora: a assistência em peso recebeu um Pontiac do ano.

O que fiquei a saber há pouco tempo, quando li a biografia de Oprah por Kitty Kelley, foi que os tais carros não estavam isentos de taxas, que correriam por conta dos premiados, e que ascendiam a sete mil dólares, uma verba que a maior parte dos presentes, quase todos professores, não podia pagar. Muitos não puderam levar os carros, outros levaram-nos, venderam-nos, pagaram as taxas e ficaram com a diferença. Gostava de saber como terá sido desta vez.

9 comentários:

  1. Pois, muita gente não sabe esse "pequeno" pormenor quanto a carros oferecidos/ganhos...

    Fizeste-me lembrar uma discussão que estava a ter com o meu irmão há uns dias sobre as casas megalómanas que os tipos do Extreme Makeover fazem... e sobre quão gigante seria a conta da luz e quem é que iria limpar a casa.

    (aguardo dicas de biografias :P)

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  2. Este é só porque me esqueci de seguir os comentários

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  3. A Charlotte fez-me lembrar agora o Querido mudei a casa, e as suas remodelações patetas. Uma vez fizeram um jardim fantástico no logradouro de um t1, com sofás de verga e montes de mobília de exterior. E eu a pensar onde é que a dona do t1 ia guardar o almofadame todo no inverno... Já nem falando de quando decidem, numa casa com taco de madeira escura, colocar flutuante carvalho numa divisão, só porque fica mais bonito e adequado à decoração que decidiram fazer. Muito sensato.

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  4. Qual o nome do DVD? A biografia está editada em português?

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  5. Ex-mulher,
    O DVD é este:
    http://www.amazon.com/Oprah-Winfrey-Show-Anniversary-Collection/dp/B000B91N3S/ref=sr_1_1?s=movies-tv&ie=UTF8&qid=1313509518&sr=1-1

    Se ainda for a mesma edição (eu comprei em 2005, logo que saiu, é bem possível que já seja outra), não tem quaisquer legendas, nem sequer em inglês.

    O livro está editado em português:
    http://editoraobjectiva.blogspot.com/2011/07/finalmente-em-portugal-biografia-de-uma.html

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  6. Charlotte,
    Eu era uma das que não sabiam desse pormenor.

    Quanto ao Extreme Makeover, estou de acordo, também penso muitas vezes nisso (mesmo ficando sempre de lágrimas nos olhos, nada a fazer). Posso não gostar das decorações (normalmente gosto das cozinhas e das casas de banho e de algumas salas), mas também acho as casas gigantescas. O caso mais incrível foi uma autêntica mansão construída para uma família de três pessoas que tinha uma escola de equitação para pessoas com necessidades especiais.
    Por outro lado, nalguns programas tenho reparado que recebem verbas para a manutenção da casa, além de que esta lhes é entregue totalmente paga. Or so they say.

    As biografias, sim! Me aguarda!

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  7. Elite,
    É impossível não a admirar, mas também há muito a criticar. E a biógrafa até foi suave, porque eu em muitos programas reparei em coisas que ela não refere, como a necessidade gritante de mostrar intimidade com os ricos/poderosos/célebres, com grandes abraços calorosos, contraposta ao sorriso n.º 45-b que dá a uma fã que sobe ao palco extasiada, e o abraço de segundo e meio de "não te chegues muito".

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  8. Izzie,
    O Querido é outro caso. Já vi coisas muito bonitas (gosto especialmente das soluções da Ana Antunes, também gosto do Luís Pedro, gostava da Sofia Costa, que nunca mais apareceu).

    Se não fazem uma decoração integrada é um berbicacho. E confesso que de vez em quando aparecem com coisas que nem lembram ao diabo.

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