terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Só me saem cromos repetidos - parte II

Isto poderia ter um subtítulo, que seria Inconvenientes de estar com o Skype ligado.

Instalei o revolucionário programa em Janeiro de 2005. Como todas as fabulosas coisas que a Internet tem acrescentado às nossas vidas, tem, ou pode ter, um lado sombrio.

Cedo comecei a ser importunada. Acredito que a maior parte fosse gente a experimentar o novo brinquedo e as suas potencialidades. Também aconteceu ser contactada por pessoas que tinha perdido de vista havia muito — o caso mais divertido foi o de um antigo namorado suíço, actualmente a viver nas Bahamas, onde tenho casa às ordens sempre que me apetecer (nada de maus pensamentos, o petiz está casado e é pai de família), aliás insistiu bastante para que eu e o Vítor (que ele tinha conhecido quando veio ver-me a Portugal) fôssemos até lá, aquando da viagem a Miami do Verão passado, que tive de cancelar por causa da saúde então preocupante de Agri. De Miami a Nassau é um voo de apenas 45 minutos.

E depois chegaram os árabes. Estava eu na muito entretida ao computador, na minha vidinha, com as minhas coisinhas, minding my own business, e de repente, dava um pulo sobressaltado com o toque do telefone do Skype. Aquilo irrompia-me pelo ecrã, muitas vezes às horas mais impróprias, e era invariavelmente um Abdulah ou um Mustafá qualquer, a quererem conversa. E eu desligava, claro está, ficando a rosnar sozinha. Talvez isto pudesse ter continuado indefinidamente se num certo dia a imagem do perfil que acompanhava o toque estridente não fosse uma fotografia muito real de uma enorme pila. Foi nesse momento exacto que decidi que tinha de tomar providências imediatas para barrar aquele assédio ao meu computador. Em menos tempo do que leva a escrevê-lo, já estava à procura das configurações para que tal não voltasse a acontecer. E vi-me livre dos árabes para todo o sempre.

Pelo meio ainda houve episódios cómicos. Nem toda a gente atacava via telefone, alguns faziam-no por mensagem escrita. Infelizmente não fiz print screen, mas mantenho o registo, já que pouco depois transcrevi o diálogo num e-mail para um amigo.

Julgo que o mancebo seria filho de emigrantes portugueses em França. E escrevia-me de Paris nestes termos amáveis:

  [18:35:14] francelove disse : eu gosto DE FAZER O AMOR EM WEBCAM que meu email é
  saissamy@hotmail.com o que é seu hotmail para fazer o amor no messanger do msn eu estou sozinho no repouso em beijos de Paris france

A minha resposta irritada:

  [18:39:44] Teresa disse : Vá chatear outra, seu tarado!

Alguns dirão que posso ter passado ao lado de um grande romance. Nunca saberei, que o Francelove  (uma espécie de Pepé Le Pew em versão kinky) foi imediatamente bloqueado.


4 comentários:

  1. Minha querida Teresa,

    Vi o comentario no blog da sofa vermelho, peço 1000 desculpas tenho ate muito cuidado com os comentarios e respondo sempre... deve.me ter escapado as vezes acontece ... MUITAS DESCULPAS MESMO... estarei ao dispor para ajudar e se ainda estiver interessada...

    Um beijinho muito grande
    Eduarda

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  2. Filho de emigrantes? Hm... Nah! E' mas e' traducao automatica... E spam, parece-me :p
    Peco desculpa pela ausencia de acentos e cedilhas, mas estou, de momento, na Polonia :)

    Beijinho

    Ariadne

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  3. Maria,
    Agora também rio, mas na altura fiquei pior do que uma bicha! :)

    Querida Eduarda,
    Já estamos entendidas. E sim, claro que quero MESMO aquele colar, é LINDO! Como todas as suas peças, aliás.
    Já a adicionei no MSN, para podermos combinar ;-)

    Ariadne,
    É bem possível que tenha razão, e que aquilo fosse uma tradução automática, sei lá...
    Na Polónia? Não perca Cracóvia, cidade linda. E, claro, vá a Auschwitz-Birkenau.

    Grande beijo às três.

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