domingo, 14 de dezembro de 2008

I Bethesda Fountain

Post dedicado a uma certa Matilde de 13 anos que conheci ontem, num jantar em casa do Zé. Noutro dia explicarei porquê.

Conhecemos (eu e o Vítor) Angels in America no final de 2004, e ficámos completamente doidos com a série. Das melhores coisas que já se fizeram em televisão, digna de ombrear com Brideshead Revisited (sempre o parâmetro supremo), Thirtysomething, I Claudius ou Six Feet Under.

A música obcecante de Thomas Newman, que já tinha assinado bandas sonoras inesquecíveis, entre elas a de The Shawshank Redemption, indiscutivelmente um dos filmes da minha vida, ficou-nos logo colada à pele naquela abertura mágica, provavelmente a mais bonita que já se fez em televisão. Identifiquei logo, identifico todas as cidades que nos são sucessivamente mostradas, mesmo conhecendo apenas uma única: San Francisco, Salt Lake City, Saint Louis, Chicago (estive lá duas horas, não conta), Nova Iorque. Em Nova Iorque, a Nova Iorque da minha paixão, a imagem desce vertiginosamente e vai parar a Central Park. À Bethesda Fountain e ao anjo. Eu e o Vítor prometemos solenemente um ao outro que iríamos à Bethesda Fountain na próxima vez que fôssemos a Nova Iorque juntos.



Fomos, que somos pessoas de palavra.

Há só um retrato que não ponho aqui, em que estou a chorar baba e ranho: o Vítor tinha acabado de me pôr nos ouvidos a banda sonora de Angels in America...

Está bem, há frivolidade pelo meio. Sou mulher, não me chateiem!

Lá ao fundo está o Central Park Boathouse, o restaurante onde até teríamos almoçado se as críticas do Zagat não fossem tão fracas. É o restaurante em que, num certo episódio de Sex and the City, Carrie e Mr Big caem ao lago.

Mas fomos lá, claro. A ideia era beber um copo (e não, não seria um Cosmopolitan, detesto cocktails), aquilo estava intoleravelmente cheio. Debandámos em menos tempo do que leva a dizê-lo.


16 comentários:

  1. Vim visita-la, movida pela curiosidade provocada pelos seus comentários em blogs que costumo seguir. Fiquei francamente desiludida. É mais um blog banal, apenas com algum interesse para si e para quem a conhece e acompanha. Claro, é o seu blog, escreve sobre o que lhe interessa, faz muito bem.
    Mas confesso que não compreendo a sua necessidade de comentar de forma tão despropositada a ortografia de posts de blogs alheios.

    Pat

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  2. Cara Pat,

    Explico-lhe com a maior das facilidades: quando esses blogues (a menina dá-lhes plural e estamos a falar de um único, como muito bem sabe) têm a arrogância de proclamar que não dão erros de ortografia, que o autor é homem de letras, etc., confesso que sou acometida por um instinto revisor. Corrijo. Mas corrijo educadamente. O disparate que se segue já me é alheio.

    No mais tem a minha cara Pat inteira razão. O meu blogue é mais um blogue banal, lamento desapontá-la. Não sei fazer melhor.

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  3. Eh eh eh eh eh eh eh eh eh. Não consigo escrever mais, ykw, sorry.. Banal? Eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh eh!

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  4. Olá, Teresa,

    Estive a ler atentamente os comentários que deixou no blog do Arrumadinho. Gostava que me pudesse eslarecer quanto a um erro que diz ter lido/recebido (não percebi bem)na TO. Se me puder enviar um mail a explicar, fico muito agradecida, porque me parece, de facto, um erro grave.

    apipocamaisdoce@gmail.com

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  5. Mad,
    Não sejas assim... :)
    Há quem goste de Mónica Cintra e da inefável Ágata (eu chamo-lhe iÁgata).
    Nós deliramos com Natércia Barreto e o seu sublime Óculos de Sol.
    Há lugar para todos...

    Muito mais importante: fico feliz por te ver a sorrir.

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  6. Pipoca,

    É um erro grave, de facto. Segue por mail cópia da troca de mensagens.
    Gosto muito da TO, compro todas as semanas, nunca detectei falhas significativas, mesmo sendo a minha leitura muito na diagonal.

    Como estou a ficar um bocadinho cansada de ser insultada, porei aqui a seguir a cópia, não leve a mal. Mais uma vez, note o tom educado e cordato da minha resposta, das minhas respostas, à TO e a si, muito longe de coisas como «os sapatinhos (que são feios, seguramente)» e «minha pequena texuga», saídas da sua pena impetuosa.

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  7. Troca de mensagens com a Time Out (da qual gosto imenso, repito, compro todas as senanas).

    Tudo começou porque o filho de uma colega de gabinete queria ir ver o concerto de Carlos do Carmo. Só comprei a revista no dia seguinte, descobri que davam bilhetes, mas já ia tarde.

    Aqui vai o meu texto parvo a afiambrar-me aos ditos:

    «Queridíssima Time Out,
    Chego certamente atrasada (fashionably late, espero) para pedinchar o meu bilhete duplo para o concerto de Carlos do Carmo, mas vou arriscar a minha candidatura. Arrumaram-me com essa do jovem, que eu cá só gosto de homens mais velhos, mesmo que seja só para jantar. E como prevejo que não liguem pevide a esta mensagem, vou ser ambiciosa a pedir: JEREMY IRONS! JEREMY IRONS! JEREMY IRONS!

    Não é jovem? Não será, mas eu não o quereria mais novo, e suponho que qualquer mulher com dois dedos de testa concordará comigo. E depois tem AQUELA voz, a mais avassaladora que alguma vez ouvi!

    Não é português? Ah, agora reparo, realmente não é português! Tinha de ser português? Mesmo? Lamento lamentar, continuo a preferir Jeremy Irons! Arranjem-me um jantarinho com ele (lanche, brunch, só um copo, qualquer coisinha) e até prescindo dos bilhetes para o concerto de Carlos do Carmo, e amigos como sempre. Mas gostava mesmo de ir ao concerto e não arranjo bilhetes decentes, ajudem-me, amigos!

    Beijos e abraços.

    T.»

    A resposta da revista:

    «Boa Tarde,
    Lamentamos mas já não temos mais bilhetes disponíveis. Foi um passatempo bastante concorrido, como sempre J, mas desta vez houveram leitores rapidíssimos a enviarem-nos os seus emails.

    Continue a tentar, não desista J.

    Obrigada,

    Atentamente,»

    (está assinada, não ponho aqui o nome)

    A minha resposta:

    «Cara X,
    Já calculava, paciência, mas não quero deixar de agradecer a delicadeza e a simpatia de responder, mesmo sendo a resposta negativa. Fica-vos bem, e imagino que terão recebido centenas de e-mails, o que torna a atitude ainda mais meritória.

    Só uma coisa, que espero não leve a mal: não se pode dizer, em caso algum, "houveram leitores". É "houve leitores".

    Um abraço a toda a equipa e continuem o vosso excelente trabalho.»

    A Pipoca afiançará, se lhe aprouver, a veracidade destas mensagens.

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  8. Bom, erros ortográficos à parte, só abri os comentários para dizer que descobri a série por mero acaso na prateleira da belíssima biblioteca de Beja e amei. Durante seis horas fiquei pregada ao sofá com o pc ao lado (excluindo as necessárias pausas para o xixi).
    É um trabalho excelente de actores brilhantes. Devo confessar que a música não me marcou tanto, mas eu sou um bocadinho surda no que diz respeito às bandas sonoras... com algumas excepções, claro.

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  9. Parece-me que a esta altura do campeonato e dado o festim no blog do Arrumadinho, devo informar que qualquer pessoa com dois dedos de testa já percebeu que o blog Arrumadinho passou a existir recentemente e que não é mais do que propriedade da Pipoca. Arranhou este Arrumadinho para se fazer passar por um suposto pretendente, assunto, até, já discutido num post. Uma bloger que assina como P é também a Pipoca doce, fazendo-se passar por outra, mas que se remete a si mesma, bem, uma confusão. A brilhosinhos, suposta irmã do Arrumadinho, será a 4ª Pipoca doce em versão cunhada.
    Ora bem, a pipoca tem o seu blog há muito tempo, mas arranjou estes personagens para se ir iluminando.
    Que o blog dela existe há tempos é verdade. O que eu já ponho em causa é se ela tem a profissão que diz ter, se vive a vida que difunde virtualmente.
    Que os três intervenientes na história são de sua autoria, só aquele clube de teenagers ainda não percebeu.
    Informo-a disto por mero acaso. Poderia nem fazê-lo, pois que não conheço a Teresa nem a Pipoca. A não ser pelo que posso considerar dos blogues e das posturas de ambas pela blogosfera: ambas de um trato que se deve pôr em causa.
    A primeira pelo excesso de petulância e rigorosa falta de educação. A segunda pelos motivos esquizofrénicos que já apresentei.

    Boa noite a ambas e continuação de bons circos.
    António Cruz

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  10. Angels in America é uma das melhores séries de sempre. O único defeito é ser mini, mas nem faria sentido ser de outra forma.

    Adoro os Óculos de Sol, só não sabia como se chamava a menina que a cantava - obrigado. De facto, há banalidades que me escapam, mas sempre aprendendo.

    E lembro-me muito bem desse episódio do S&C.

    Finalmente (porque hoje é segunda-feira), não sei é porque ainda se dá ao trabalho de corrigir os houveram desta vida, já que essa correcção é tão banal - já toda a gente devia saber a forma correcta.

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  11. Ai, T., numa coisa dou razão ao clube de teenagers: como é que tu ainda tens paciência???...

    Gostas de me ver a sorrir? Pois havias de adorar ver-me a rir à gargalhada com tanto Anónimo (sim, que assumir as enormidades que é bom, ninguém assume!) a fazer-se de amiguinho e defensor das estrelas blogosféricas!

    Bjs.

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  12. Pergunta pertinente:
    Se lhe tivessem enviado os bilhetes acompanhados de um texto com um "houveram" pelo meio... teria tido a mesma atitude?

    E uma dica: as pessoas bem educadas (não as pretensamente, só as que o são na verdade), dizem "O Vítor e eu" e não "Eu e o Vítor". E não corrigem pessoas em "público". Lamentável.

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  13. Moi Chérie,
    Abençoada biblioteca de Beja, que propicia perfeições destas!

    Anónimo que diz chamar-se António Cruz (e que aposto ter blogue),
    O seu comentário é daqueles que deviam, com toda a justiça, começar por «eu cá não sou de intrigas, mas...»
    Acha mesmo que a identidade dessas personagens me interessa?

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  14. Pedro,
    É o meu amor pela perfeição, que quer?
    «Sedução, perfeição, simetria da arte grega...», nas palavras de Ashley Wilkes no livro que agora sei que ambos amamos...

    Mad,
    A tonteira é total e acometeu-os a todos. Eu não voltei lá (a explicação deve estar no sábio e popular «não vale a pena gastar cera com ruim defunto», mas tenho lido os comentários seguintes na caixa postal. E sim, tens razão, nunca vi agrupamento de anónimos tão numeroso. Alguns vieram aterrar aqui, como já percebeste...

    Anónima que diz chamar-se Marta Andrade (yeah, right!)
    À sua pertinente pergunta (que se transformou em impertinente e malcriada no seguimento) respondo muito sucintamente:

    Teria, sim. Mesmo que me tivessem dado os bilhetinhos, que nem eram para mim, teria corrigido. Trata-se de uma revista, haja responsabilidade. Espero que tenha notado o tom amável da minha correcção, muito à vol d'oiseau.

    Quanto ao resto, suposta Marta Andrade, grande sabedoria, sugiro que estude mais a nossa língua. O Português, tão espartilhante em certas questões, na que aponta contraria o seu douto parecer, lamento lamentar (a menina está num dia aziago, vá à bruxa). Espero que seja mais conhecedora em línguas que não a nossa, em que o que escrevi estaria realmente errado (e não seria uma mera questão de educação). E vou dar-lhe outra notícia bombástica: em Português as duplas negativas estão perfeitamente correctas, ao contrário do que acontece, por exemplo, no Inglês e no Francês.

    Quer um conselhozinho? Get over it! E vá verter anonimatos para o blogue do arrumadinho, que vive disso. Eu dei a cara.

    Deus me dê paciência!

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  15. Informação tardia a todos, e porque estou cansada deste arraial de parvoíce e nunca achei graça aos Santos Populares: a Pipoca respondeu comedida e secamente à troca de e-mails entre mim e a TO que me pediu aqui com o seguinte:

    «Teresa, obrigada pelo mail. De facto, é muito grave. Fez bem em corrigir.»

    Chega?

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