domingo, 6 de abril de 2008

Os discos da minha vida #9: Born to Run

Costumo dizer que passei os anos 70 a descobrir a música dos anos 60, e os anos 80 a descobrir a música dos 70. Born to Run, de 1975, para mim um disco mítico, é uma de uma magra mão-cheia de excepções. Não foi em 75 que o conheci, mas a culpa foi exclusivamente do nosso paupérrimo mercado discográfico. O disco chegou a Portugal já depois de Darkness on the Edge of Town, de 1978, que chegou cá em 79...

Seja como for, conheci Born to Run na Primavera de 1980, pela mão do Vítor (mais uma vez), que o tinha mandado vir de fora. Lembro-me bem dessa noite, tínhamos ido a uma festa dada pelo João L., passámos depois em casa dele, que queria mostrar-me o novo papel de parede do quarto, acabado de trocar. E alguns discos.

Born to Run era um deles. Sentada no chão, como era meu hábito, no meu macaco cor-de-rosa estreado nesse dia, e que fez grande sucesso, recebi em cheio esta música poderosa, este épico do rock. Pedi para pôr outra vez, e depois mais outra. Uns certos versos deixaram-me logo os olhos incomodamente toldados pelas lágrimas:

Someday girl I don't know when we're gonna get to that place
Where we really want to go and we'll walk in the sun
But till then tramps like us baby we were born to run


Ainda não cheguei ao tal lugar. Continuo a acreditar nele. E qualquer coisa em mim continua a estremecer quando oiço esta música.

Born to Run
In the day we sweat it out in the streets of a runaway american dream
At night we ride through mansions of glory in suicide machines
Sprung from cages out on highway 9,
Chrome wheeled, fuel injected and steppin out over the line
Baby this town rips the bones from your back
Its a death trap, its a suicide rap
We gotta get out while were young

'cause tramps like us, baby we were born to run

Wendy let me in I wanna be your friend
I want to guard your dreams and visions
Just wrap your legs round these velvet rims
And strap your hands across my engines
Together we could break this trap
We'll run till we drop, baby we'll never go back
Will you walk with me out on the wire

'cause baby I'm just a scared and lonely rider
But I gotta find out how it feels
I want to know if love is wild, girl I want to know if love is real

Beyond the palace semi-powered drones scream down the boulevard
The girls comb their hair in rearview mirrors
And the boys try to look so hard
The amusement park rises bold and
stark
Kids are huddled on the beach in a mist
I wanna die with you Wendy on the streets tonight
In an everlasting kiss

The highway's jammed with broken heroes on a last chance power drive
Everybody's out on the
run tonight but there's no place left to hide
Together Wendy we'll live with the sadness
I'll love you with all the madness in my soul
Someday girl I don't know when we're gonna get to that place
Where we really want to go and we'll walk in the sun
But till then tramps like us baby we were born to run
Por essa época, em Sintra, junto ao Castelo dos Mouros, o Vítor, eu... e o tal macaco cor-de-rosa

9 comentários:

  1. Este comentário foi removido por um administrador do blogue.

    ResponderEliminar
  2. O que seria de nós, se deixassemos de acreditar?

    ResponderEliminar
  3. Olha olha, uma música e um músico que eu conheço, e GOSTO! Adoro vozes roucas!

    Está na altura de conheceres a música dos anos 90?? (seja ela ql for, que eu não faço a mínima ideia)

    beijo d'enxofre

    ResponderEliminar
  4. Grunff para além das irritantes janelas "snap shots" agora tb abre uma janela pop-up com publicidade que tapa o blog todo... grrrr... cuspe cuspe

    ResponderEliminar
  5. Não conhecia... mas esses versos tocaram-me também... por motivos diferentes com toda a certeza. A melhor coisa da música, é que depois de escrita, já pertence à vida de quem a ouve, e não de quem a fez.

    Beijinho

    PS - uma fashion icon que me saíste!! Não é que esses macacos estão na moda outra vez?

    http://stylebubble.typepad.com/style_bubble/2008/03/jumping-like-sa.html

    Vê o link... gosto muito desse blog sobre moda também... ultra estranho e caríssimo, mas com autênticas obras de arte

    ResponderEliminar
  6. Hummm bem informada a aenima, por força de profissão tb frequento o blog, aliás ia comentar o mesmo sobre o "macaco" rosa que, desse género, chamamos aqui de jardineira... Pena a foto estar tão de longe... :( mas os paralelepípedos (adoro esta palavra) em primeiro plano, me encantam, aliás, Sintra me encantou sobremaneira! Comprei meiinhas de lã fantásticas que uso até hoje! E Pena? e os Mouros... ai... noutra encarnação devo ter mesmo bandeado por aí pra gostar tanto. Quanto ao belo Springsteen... gosto com ressalvas, acho meio chatinho no todo, mas algumas músicas como ON FIRE (na versão acústica) ou Brilliant Disguise me agradam, acho é que a trilha de Streets of Filadelfia (que adoro) é que tocou tanto nas estações rádios (vcs chamas telefonia, né?)que me fez cansar um pouco do moço... Claro que dentro do meu ecletismo ele cabe. E tem lá o seu lugarzinho ;)

    ResponderEliminar
  7. Eh eh! As coisas que a gente vestia. Eu tinha um igualzinho azul-turquesa.

    ResponderEliminar
  8. Teresa:

    Consulta os teus e-mails, por favor.
    Preciso de uma confirmação, ou de uma desistência (chuinf...)
    beijo

    ResponderEliminar
  9. Até a minha mãe tripava a ouvir o Bruce!
    álias, quem não o fazia?

    ResponderEliminar