Cinco anos
Cinco anos de A Gota de Ran Tan Plan. Muitas vezes me perguntaram o porquê do nome, e nem eu mesma estou cem por cento segura. Só conhecia um blogue, o da minha amiga Carla, e era do Sapo. Naturalmente, foi por aí que comecei. Achei as explicações confusas, o processo pouco lógico, tinha de haver coisa mais simples! O primeiro resultado para a pesquisa que fiz, qualquer coisa como «how to create a blog», pôs-me no caminho do Blogger. Muito mais simples, muito mais fácil, muito mais inteligível. E foi logo na primeira etapa que surgiu a questão do nome, sem o qual não podia avançar. Não que fosse importante, porque não tencionava dar continuidade a isto, queria apenas familiarizar-me com as rotinas para poder criar o blogue do Liceu — esse sim era o meu objectivo. Nome? Que nome? Que havia eu de chamar a isto?
Deve ter sido então que me lembrei de uma conversa com o Vítor, na véspera ou dois dias antes, ao telefone. Relembrávamos um ao outro velhas piadas dos livros de Lucky Luke, que veneramos. Os irmãos Dalton e Ran Tan Plan sempre estiveram entre as nossas personagens favoritas, sempre delirámos com a incrível estupidez do cão mais obtuso a Leste e a Oeste do Oeste. E ríamos, a lembrar a eterna gota de baba a cair. Ah! Aquela gota! A gota de Ran Tan Plan! «Olha, está aí um belo título para um livro! A Gota de Ran Tan Plan!», acrescentei eu. O Vítor concordou, se bem que nenhum de nós pudesse ter qualquer ideia quanto ao conteúdo de tal coisa. Como sempre, ríamos pelo prazer de rir, na nossa costumeira galhofa de disparate puro.
E pronto, a minha experiência teria como título A Gota de Ran Tan Plan. Nada surpreendentemente, o nome estava disponível. Uns cinco minutos depois (dez, vá lá), escrevi a primeira entrada. E o trabalho que me deu pôr aquele retrato de minha saudosa Messy? O Blogger era então muito mais rudimentar, a aplicaçãozinha para inserir fotografias lá estava, mas por mais que a assinalasse nada acontecia. Toca de ir à ajuda. Sugeriam-me que carregasse fotografias através do Picasa. Obedientemente, instalei o Picasa e a coisa funcionou.
Nos primeiros seis meses escrevi muito pouco, um total de 18 posts — há quem escreva mais num único dia. Até o Nuno (outra saudade), uma das três únicas pessoas que tiveram conhecimento do blogue, chegou a enviar-me um e-mail a refilar, lembrando-me que a ideia de ter um blogue passava pela sua actualização regular. Dedicava todo o meu tempo livre ao blogue do Liceu, então uma animação pegada. Depois, aos poucos, comecei a vir mais aqui, a conhecer outros blogues, a interagir com os seus autores. Et voilà!
Com mais ou menos regularidade, vou escrevendo, e não tenho qualquer intenção de parar. Fiz amizades na blogosfera. Algumas, poucas, claro, tornaram-se mesmo grandes amizades. O saldo é francamente positivo. O meu muito obrigada aos que me lêem. Um blogue aberto ao público sem admitir comentários é coisa que para mim não faz grande sentido, quantas grandes conversas já tive em caixas de comentários! A única excepção, que me lembre, é a Bad Girl, mas percebo as razões que a levaram a encerrar os comentários, farta de receber coisas idiotas ou insultuosas. Como, nestes cinco anos, não tive grandes razões de queixa nessa matéria, os comentários continuam, e sem moderação. Aboli apenas os anónimos, e nem sequer foi há muito tempo.
Obrigada a todos, uma vez mais.









