quinta-feira, 17 de julho de 2008

Preguiça, muita preguiça

Ontem à noite escrevi que me desunhei. E olhem que cheguei tarde a casa, e olhem que foi um esforço... Até nem estava mal o que escrevi, estava expressivo, diria que tinha encontrado as palavras certas, contava-vos o meu extraordinário e li-te-ral encontro com Dame Vanessa Redgrave, mais tarde, à porta do restaurante, a nossa breve conversa e o adorável gesto dela. O blogger resolveu contrariar, apagou três quartos. Se fosse mais nova, se não tivesse Alberto Caeiro por mestre, teria entrado em desespero. Limitei-me a encolher filosoficamente os ombros. Paciência, são coisas que acontecem. Desliguei o computador e fui deitar-me. Escreverei tudo de novo, as palavras já serão outras. Mas hoje não me apetece. Ando sem paciência para blogues, seja o meu, sejam os dos outros. Talvez seja de ser Verão e de eu estar a ONZE dias de me pisgar daqui para a Florida. Pouco importa.

Chego sempre muito tarde a casa, e muito cansada. Não será ainda hoje que vos conto a história, mas podem contar com ela.

sexta-feira, 11 de julho de 2008

Volto segunda-feira...

Tenho um encontro com Dame Vanessa Redgrave (ver aqui e aqui)...

E também com o Coveiro, se o rapaz me atender o telefone...

Tenham um óptimo fim-de-semana!

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Da estupidez humana - I

Os geysers de Yellowstowne:



Eles chamam-lhe eufemisticamente ignorância, eu acho que é muito pior do que isso. A ignorância pode ter atenuantes, pode ser frequentemente compreensível e até desculpável. A estupidez não. E a estupidez obtusa, obstinada, que ignora alarvemente todos os avisos, é temível. E mortífera.

Yellowstone é um lugar único. Não sei se saberão, confesso que eu desconhecia por completo: dois terços dos geysers existentes no mundo encontram-se lá, repartindo-se o terço restante basicamente entre a Islândia, a Nova Zelândia e a Sibéria. Passámos lá quatro dias, como julgo já ter dito. A certo momento, íamos nós numa interminável caminhada pela bacia do Old Faithful, e antes de eu ter assistido pela primeira primeira vez à sua gloriosa e leal erupção, o Vítor comentou que, em termos de Geologia, achava que Yellowstone era tão único como Nova Iorque é em termos de Arquitectura. Uma grande verdade. Mas o boçal insiste em destruir o mais que puder. Há avisos por todo o lado: não atirar NADA lá para dentro. Mas os anormais continuam a atirar moedas, como se aquilo fosse a Fontana di Trevi, latas de bebidas, paus, pedras e até troncos... só para ver o que acontece.

O que acontece? Reparem na placa acima, por mim fotografada, e que está junto do moribundo Minute Geyser da Norris Geyser Basin de Yelowstone.

Vejam agora como o geyser era nos anos 20 do século passado, no qual todos nascemos (fotografia tirada daqui). As erupções sucediam-se, maravilhosas, a cada sessenta segundos. À época ficava à beira da estrada principal do parque, era facilmente acessível aos preguiçosos, que agora terão de fazer uma caminhada de hora e meia para lá chegar.
O texto da placa: «Minute Geyser's eruptions have changed dramatically. Its larger west vent is clogged with rocks tossed in by early visitors when the park's main road was near this trail and passed within 70 feet of the geyser. Minute once erupted every 60 seconds, sometimes to heights of 40 to 50 feet (12 to 15 meters).Eruptions now are irregular and originate from its smaller east vent. Removal of the west vent's mineral-cemented rocks would require the use of heavy equipment resulting in severe damage.
Thermal features are not trash cans or wishing wells — they are amongt earth's rarest geological treasures. Please do you part to protect them and report any vandalism to a park ranger.»
Já só pude vê-lo como na fotografia da direita, uma coisinha timidamente fumegante, com erráticas e muito raras erupções. Os vossos filhos e os vossos netos já nem isto poderão ver. É uma amostra eloquente das inexoráxeis consequências do que temos vindo a fazer a este planeta, do que muitos continuam a fazer.

Alguma vez ouviram falar na Morning Glory Pool? Foi até há poucos anos uma das grandes atracções de Yellowstone, logo a seguir ao Old Faithful e aos ursos, de mãos dadas com as Mammoth Hot Springs e o canyon. O Vítor ainda a conheceu em todo o seu esplendor, lá por 1987. Há dois anos voltou e ficou desolado com o que viu — mesmo sendo daltónico. A intensidade daqueles azuis, a cristalina e mágica porta para um mundo misterioso e antigo são agora coisas perdidas para todo o sempre.

Foi assim que a vimos, como na fotografia abaixo. Não mais, nunca mais, os deslumbrantes azuis, reduzidos a tons esverdeados que em breve serão castanhos.

No início do percurso da Norris Geyser Baisin (só a primeira parte, que o Minute Geyser fica num percurso diferente e mais longo), metemos conversa com uma guarda do parque — ranger — que vinha atrás de nós pela passadeira e desatou aos gritos com um anormal que, a uma boa distância, estava a tentar experimentar a temperatura da água borbulhante de um geyser com a mão, aplicadamente estendido nas tábuas da passadeira e a tentar chegar lá!!! É que até podia ficar sem a mão, o cretino!

A ranger vinha de saco de plástico em punho e com um coiso parecido com um aguilhão, com que ia metodicamente recolhendo lixo. Foi o pretexto para eu, sempre tagarela, a abordar. Como era possível que, no ano da graça de Deus nosso Senhor de 2008, ainda houvesse necessidade daquilo? Da conversa de escassos minutos pudemos confirmar, uma vez mais, que não há limites para a estupidez humana. Poucas horas antes, uma criança de dois anos e pouco tinha sido atacada por um bisonte. Porquê? Porque os imbecis dos pais tinham querido fazer uma fotografia gira do seu rebento com a fera, para depois mostrarem aos amigalhaços lá do Wisconsin, ou do Nebraska, ou donde fosse! A pobre criança tinha sido levada de helicóptero para o hospital, ela não sabia mais nada.

A segunda parte desta tristeza sem fim fica para depois, quando eu voltar...

quarta-feira, 9 de julho de 2008

I Bears!

[peço antecipdamente desculpa pela extensão deste post, que achei que ia ter dois parágrafos. Mas é que me pus a falar de uma grande paixão minha. E quando é assim... vou por aí fora.]

Aposto que não sabiam: tenho, sempre tive uma paixão assolapada por ursos, todos os ursos, de todos os tamanhos e feitios. Com especial incidência nos grandalhões, os grizzlies e os polares. Nestas coisas, quanto maior, melhor — por uma vez, more is more (e esta rima fonética, a evitar a todo o custo em prosa, agora não deu mesmo jeitinho nenhum, mas vou deixar ficar).

A coisa é capaz de vir da infância e de ser trauma. Inexplicavelmente, nunca tive um urso de peluche, imaginem! Tive carradas de brinquedos, bonecas às dezenas (sem os exageros absurdos que observo com desagrado nas crianças de hoje) e toda a parafernália que as acompanhava: mobílias, autênticas, lindas, de madeira e não de plástico, cozinhas equipadas que até tinham um peru para pôr no forno, carrinhos de bebé, a tralha toda. Nada de Barbies, no meu tempo não faziam parte do cenário. O que havia, no mesmo género, mas com muito mais classe, sem maminhas e sem o guarda-roupa espaventoso e de bradar aos céus em nylon, era a Sindy (com S, sim), uma boneca inglesa. Classy. A Sindy tinha roupas giríssimas e eu poupava as semanadas para comprar mais, aquilo era caro. A minha maior loucura foi um fato de ski, com todos os acessórios necessários, até óculos e luvas, que custou a fortuna de... setenta escudos! A minha Mãe foi contra, mas eu tanto implorei que acabou por ceder. O dinheiro era meu, e um vinte a Francês e um dezanove a Português no mesmo dia fizeram o resto do trabalho de persuasão.

Mas voltemos aos ursos, que são o que aqui interessa. Adoro ursos, pronto! Acho-os adoráveis, com aquele ar pesadão e trangalhadanças. A pancada deve ter-se consolidado aos dez ou onze anos, no Ciclo Preparatório. Tínhamos uma professora de Moral e Religião que toda a gente adorava e a quem eu tinha uma certa aversão; até era amorosa, vá lá, mas tinha o hábito enervante de nos tratar por pequenitas. E a minha embirração por diminutivos acabados em ita ou ito vem da mais tenra infância... Seja como for, a Dr.ª X (claro que não me lembro do nome) organizou a passagem de um filme sobre a vida de Jesus na sala de cinema da escola. Chamava-se E Habitou entre Nós e viria a render uma vitória fulgurante ao meu grupo numa sessão de mímica quase vinte anos depois (lembras-te, Vítor?), quando ninguém da concorrência conseguiu decifrar o raio do título (experimentem lá gesticular isto e perceberão). Como sou muito sensível a estas coisas, verti abundantes lágrimas durante a projecção do filme. Mas o melhor (Deus me perdoe!) foi o bónus: antes do filme passaram um documentário sobre Yellowstone!

A locução era brasileira e o filme devia ter cerca de dez anos, talvez um pouco mais — fim dos anos 50, princípio dos 60, parece-me. Mostrava as típicas famílias americanas, três ou quatro filhos, banheiras descomunais, cestos de piquenique bem recheados, a fazerem bicha à entrada do parque (qual delas é indiferente) e o comité de boas-vindas de luxo: ursos à espera, a abordarem os carros, a pedincharem comida. A personagem Yogi Bear dos desenhos animados (Zé Colmeia para os mais velhos, que os mais novos nem o conhecem) foi claramente inspirada nestas cenas. Triste, muito triste (o próximo post será sobre isto) , mas eu era uma criança, não podia saber que nos trinta anos seguintes todos os crimes por nós cometidos iriam fazer perigar dramaticamente este planeta. A Wednesday escreveu ontem um post que me fez pensar imediatamente nisto. Mas o que me ficou desse filme, mais do que qualquer outra coisa, foi o desejo de ir a Yellowstone e ter a minha quota-parte de ursos. Tinha ficado irremdiavelmente apaixonada.

No momento em que entrámos em Yellowstone comecei a deitar olhos de lince ansiosos em volta, investigando cada sombra. O Vítor percebeu-me logo, «não descansas enquanto não vires um urso.» Era verdade. A criança de havia tantos anos estava ali, e estava numa ansiedade febril. Passámos quatro dias (três noites) em Yellowstone, o parque é gigantesco. Quando seguíamos pelas estradas eu já debitava em voz alta monólogos insinuantes e parvos que muito o faziam rir. «Ursosos (adoro diminutivos acabados em oso ou osa, de minha invenção pessoal, sendo que os mais bonitos de todos são aplicados a minhas Pinxejas: a barrigosa, a patosa...), a Tia Teresa está aqui... Apareçam (aparexam, confesso...), não façam isso à Tia Teresa... Ursosos, a Tia Teresa fica inconsolável se os meninos não aparecerem...»

Ao terceiro dia, ao fim da tarde, ao virar de uma curva, demos com um número avantajado de carros parados, o que nos parques nacionais quer dizer vida selvagem. Demasiados carros para serem alces, ou bisontes, ou corças, muito mais fáceis de avistar. «Cheira-me que vais ver o teu primeiro urso...», disse o Vítor.

E era mesmo! De repente, do meu lado, avistei uma forma escura. Que se foi aproximando...

Bichanei um incrédulo e maravilhado «É um ursoso!» ao Vítor.

Contentem-se com estas fotografias, que são o que há. Não me parece que vos apeteça ver manchas vagas de um lombo castanho-escuro, quando ele começou a afastar-se, e eu tão histérica que disparava às cegas, a objectiva a capturar árvores e outras coisas indistintas e medonhamente desfocadas, tudo menos o que interessava: o ursoso!!!

Minutos mais tarde, mais adiante na estrada, repetiu-se a cena. Todo um aparato de carros parados, parámos também. E eis senão quando, pela berma, novamente do nosso lado, distingui uma forma mais clara, de um castanho quase caramelo, semi-oculta pela erva alta. De súbito fez-se visível, em toda a sua beleza: era também um black bear (a bossa dos grizzlies nas costas e a cabeçorra mais larga, de orelhas arredondadas, fazem-nos inconfundíveis, seja qual for a cor), julgo que um adulto muito jovem, aí de dois anos, a viver o seu primeiro Verão de independência, que só se separam da mãe lá pelo ano e meio.

Sabem que mais? Deus estava a olhar para mim, Deus tinha ouvido as minhas preces, Deus tinha ouvido os meus monólogos cretinos a interpelar os ursos. Aquele parou, por um qualquer insondável desígnio, a menos de dois metros de nós e do nosso vidro descido, e pôs-se a trincar a erva. Tão perto que o ouvíamos mastigar. A certo momento, sacou da patosa para puxar a si um feixe mais viçoso de erva e nós suspirámos, embevecidos. Tão embevecidos que só mais tarde, ao inspeccionar as fotografias, verifiquei que não tinha UMA ÚNICA daquele milagre. Na excitação de querer vê-lo e fotografá-lo ao mesmo tempo, alguma coisa tinha de falhar. Falharam as fotografias, lamento lamentar. As imagens ficam comigo para sempre: a crock of gold (mais um).

É que disparei repetidamente a esmo, no deslumbramento daquela visão que era um sonho de anos, muitos anos. Não me parece que vos apeteça ver imagens da sua refeição, a erva tenríssima que o fez parar ao nosso lado. Se quiserem, é só pedir: tenho imensas. Deixo-vos só esta, a única que me ficou a documentar que esta beldade esteve mesmo a meu lado, e que a Criação é coisa perfeita: o meu adorável ursoso já a afastar-se. Foi o que se aproveitou. Paciência. A crock of gold. Nunca esquecerei.

Foi o que se pôde arranjar. Eu tenho mais pena, acreditem

P.S. Viria a ver mais quatro ursos. Mas todos muito ao longe, e ao lusco-fusco. Mas a emoção foi sempre a mesma. Tenho de voltar. Não vi um único grizzly!

terça-feira, 8 de julho de 2008

Sonho quase impossível de realizar

Assistir a este maravilhoso espectáculo ao vivo, em plena Natureza! Em miúda cheguei a ter um poster destes no quarto.

Ursos à pesca de salmão, quando este sobe os rios para regressar ao seu rio natal, na Primavera.

(Fotografia de First People)

A imensa estrada americana

Too many movies... talvez seja essa a explicação. Seja como for, seja por que for, percorrer a estrada americana a perder de vista era um muito velho sonho meu. Concretizado com a emoção única de quem sabe estar a viver momentos preciosos que enriquecerão os anos vindouros. E, como sempre, vêm-me à memória as palavras de Evelyn Waugh na boca de Sebastian, em Brideshead Revisited: «Just the place to bury a crock of gold. I should like to bury something precious in every place where I’ve been happy and then, when I am old and ugly and miserable, I could come back and dig it up and remember.»

Esta viagem foi feita de muitos crocks of gold. Por muitas razões, por muitos sítios onde deixei um pouco de mim. E, principalmente, por o Vítor e eu sermos quem somos, esta dualidade una que ninguém consegue ou alguma vez conseguiu compreender totalmente.

Ao longo de quilómetros e quilómetros e ainda mais quilómetros (sistema métrico, sistema métrico! Temos o vício de converter as milhas em quilómetros, o que perfaz distâncias ainda mais assustadoras) de paisagens de nos roubarem a alma, raros carros a cruzarem-se connosco, trocávamos olhares mudos e comovidos, sorrisos felizes que diziam mundos. De quando em quando, apontávamos um ao outro um qualquer pormenor.

O meu primeiro e verdadeiro encontro com a estrada foi no quarto dia, quando saímos do Colorado e entrámos no Wyoming, a caminho de Cheyenne (don't get me started on Cheyenne!!!). Viríamos a apaixonar-nos igualmente pelas estradas de Montana e, quando já achávamos que nada podia comparar-se-lhes, e porque old loves die hard, voltaríamos a apaixonar-nos pelas do Wyoming, no último dia, na viagem de regresso a Denver, em que fizemos a frioleira de mil (MIL!) quilómetros. Uma brincadeira de crianças para nós, a quem as distâncias não assustam e que riem o tempo todo.

Aquela US 287 no Wyoming! O pequeno filme que está no fim foi lá feito. Ao som da música indescritível de Thomas Newman em Angels in America, que ouvimos nem saberia dizer quantas vezes. Está lá tudo como tão bem lembro, mas parece desapontadoramente pequeno, sejam indulgentes, é um filme feito com um telemóvel. Soltem a imaginação: o gigantismo do país, a milagrosa e revigoradora sensação de espaço infinito. Poderíamos sair do carro e gritar a plenos pulmões, como Liza Minelli/Sally Bowles em Cabaret, à passagem dos comboios. Ninguém nos ouviria. Só a Natureza, que é compreensiva e sabe guardar segredos.


sexta-feira, 4 de julho de 2008

I America

Grand Teton National Park, Wyoming

Voltei. E já tenho saudades. E já sonho com uma viagem semelhante no próximo ano.

Duas semanas que me deixaram a alma saturada de Beleza quase até à exaustão. Cerca de mil e trezentas fotografias, quatro Estados (Colorado, Wyoming, Montana e Idaho — boa, já me falta conhecer 41 dos 50!), sete mil quilómetros a cumprirem um dos meus maiores sonhos, percorrer a grande, a imensa estrada americana a perder de vista. Yellowstone, o Old Faithful e os ursos, outro sonho muito antigo, vindo dos meus dez ou onze anos...

Isto não é um blóguio de viagens, aviso já que poucas fotografias virão aqui parar. Acho que espetar com dezenas (quando não centenas, que há quem o faça) de fotografias de uma única viagem é uma saloiice pegada, própria de quem nunca tenha ido além de Badajoz. Quem tiver curiosidade de ver as minhas só tem de pedir, mando com todo o gosto o link do sítio onde hei-de alojá-las. A maior parte é magnífica...

Porei aqui algumas, claro, mas apenas para assinalar e ilustrar tanto do que me ficou indelevelmente gravado na emoção.

Cooke City, Montana
Uma cidadezinha nascida de uma das grandes corridas ao ouro do século XIX.
Ficou para sempre com uma única rua.



Antes de partirmos à descoberta da indescritível Beartooth Highway, paragem para matar a sede.
Irremediavelmente longe dos Starbucks da nossa devoção (os últimos tinham sido uns dias antes, em Sheridan), arriscámos estes de confecção caseira. E adorámos! O Vítor bebe um Hazelnut Latte, eu um Iced Caramel Mocha. Mas os rústicos não são parvos: cinco dólares cada um, olarila!

Presenças da blogosfera portuguesa no coração da América profunda:

Cooke City, Montana

Jackson Hole, Wyoming

Na América, tudo se pode personalizar. Até as chapas de matrícula.
Esta tem que se lhe diga...