terça-feira, 17 de junho de 2008

All things bright and beautiful

À falta da maravilhosa árvore de Magritte da Mãe do Artur, que não encontro na Net, fica esta, a simbolizar muitas ramificações fecundas na minha vida

Ponto da situação:


a) Mudança de casa a chegar ao fim (não vejo a hora):
— Água
— Luz (à segunda marcação)
— Gás (hoje à tarde, segunda visita)
— TV Cabo e Internet (amanhã, tendo eu hoje debalde — love it! — esperado hora e meia)
— Mudança das coisas aqui — em curso
— Mudança das coisas da Beloura — em curso (a querida Ana fica com a minha mobília de varanda, que vai ficar a matar no seu deslumbrante terraço de frente para o castelo dos Mouros).

De cada vez que vou à casa nova sinto um pouquinho mais que é a minha casa, e que vou ser feliz lá. Tem defeitos, muitos, está longe dos padrões da que me fugiu. Mas tem potencial. Com o tempo há-de ser um ninho muito aconchegante.

b) Dieta:
Seis quilos já foram para o espaço, faltam outros seis. O meu corpo volta a ter contornos familiares. Olho para todas as minhas calças 32, maravilho-me com a exiguidade das minhas ancas e da minha cintura e tenho dificuldade em crer que até há quatro anos eu era assim, que toda a vida fui assim. Entrei mesmo, e durante demasiado tempo, numa espiral decrescente. Da blogosfera, ninguém sabe disso melhor do que a minha querida AEnima. Duvido que consiga voltar ao meu 32 ideal, a idade começa a pesar, o corpo vai-se modificando, mas tenho esperanças num alegre 34. Obrigada, querida Mad!

c) Viagem:
É já sábado, nem sei como vou conseguir fazer tudo, mas sei que vou conseguir, nem que me arraste para o aeroporto mais morta do que viva.

— Guarda de Pinxejas (o mais importante de tudo)
— Passaporte biométrico
— Vestido giríssimo para jantar em Denver na primeira noite (reserva já feita pelo prodigioso organizador que é o Vítor; depois serão sempre calças de ganga)
— Pedicure (hoje, à hora do almoço)
— Manicure — sexta-feira; a querida Nana vai fazer-ma a casa (brasileira, são as melhores do mundo a tratar das nossas unhas).
— Carregador de pilhas + pilhas recarregáveis
— Cartões de memória para a máquina fotográfica — a comprar
— Adaptador de corrente (não sei onde estará o meu) — a comprar

d) GRATIDÃO
«Gracias a la vida, que me ha dado tanto...»

Às pessoas sem as quais eu não teria chegado aqui. Li-te-ral-mente.

O Vítor.
O Zé.
O Artur.

Gratidão também ao Colosso, pela extraordinária compreensão nestes dias conturbados de mudança (mudança geográfica, logística, não Mudança com maiúscula, a que a vida inteira me tem obcecado, a que bebi em Camões pelas mãos de Vergílio Ferreira). E porque adoro trabalhar lá e fazer parte de uma equipa muito especial. Mas tenho saudades do meu querido Sir Humphrey (como lhe chamo a rir e ele finge que se insurge). Este país vai ouvir falar dele. Ainda bem que não sabe da existência deste cantinho, ficaria embaraçado.

segunda-feira, 16 de junho de 2008

T.P.C.

A saber de cor e salteado até 26 de Agosto:

Os discos da minha vida #14: Days of Future Passed

Moody Blues, corria o mágico ano de 1967. Mágico por parecer ter obedecido a um qualquer alinhamento de planetas, ou cósmico, ou seja lá qual for a designação, que sou de uma ignorância atroz nessas matérias (é favor não esquecer que já fui astróloga, como poderão comprovar aqui).

Não é o meu disco favorito dos Moody Blues, não. Há, pelo menos, dois outros a que tenho um afecto maior, uma ligação emocional mais forte. Mas é um grande disco. E tem esta coisa maravilhosa chamada Dawn. Que eu e o Nuno ouvíamos sempre em êxtase renovado (sempre gostámos mais de Dawn do que do celebérrimo Nights in White Satin).

É madrugada. Acordei estupidamente cedo (acho que agora vou tentar dormir até às sete e meia). Descobri que começa a clarear por volta das seis menos um quarto. Sou uma criatura de luz, adoro o Verão! A beleza, a frescura desta manhã ainda apenas esboçada...

P.S. E desatou a chover furiosamente, nos últimos minutos (corrida frenética para apanhar roupa).



domingo, 15 de junho de 2008

Há sempre alguém a borrar a pintura...

Pois é...

Nunca ouvi falar em Meu Mestre, Minha Vida — deve ser título brasileiro. E sim, CoRa, eu sabia desse primor que foi o título brasileiro de A Família Partridge: A Família Dó-Ré-Mi! Não te aflijas, que em matéria de títulos nós por cá também nos esmerámos em tempos (agora andamos bem mais comedidos). E os espanhóis, ah, os espanhóis!

Nota mental: trazer a minha célebre lista para aqui.

Confirmo: The Art of the Prima Donna, de Dame Joan Sutherland, é um disco imprescindível! Ainda no último Natal o ofereci a uma pessoa. Pena terem mudado a capa, a do meu ainda é a original.

O que eu já ri...

... com as reviravoltas sempre desconcertantes do já de si sempre tortuoso pensamento do Last Breath...!

sábado, 14 de junho de 2008

A crock of gold...

«Just the place to bury a crock of gold. I should like to bury something precious in every place where I’ve been happy and then, when I am old and ugly and miserable, I could come back and dig it up and remember.»


Faz hoje dezoito anos passei o dia em Castle Howard. Que para mim será sempre Brideshead. «Et in Arcadia ego...»

A maravilhosa, inesquecível cena, a voz incomparável de Jeremy Irons, as palavras de Sebastian (Anthony Andrews) que tanto me comovem: