sábado, 7 de junho de 2008

Cenas de filmes da minha vida #18: A Educação de Rita

Tudo neste filme me faz vibrar, a começar na deliciosa ambiguidade do título original: Educating Rita. A tradução portuguesa está correcta (os espanhóis chamaram-lhe, também correctamente, Educando a Rita). Mas pode ser qualquer coisa diferente: Rita, a Educadora...

Acredito que quem viu este filme de 1983, realizado por Lewis Gilbert, nunca o esqueceu, tanto nos envolve. A mim fez-me (faz-me) rir, sorrir, comove-me, deixa-me à beira das lágrimas ou em choro declarado, consoante a minha vulnerabilidade no momento — a cena da tentativa de suicídio da amiga de Rita...

Três nomeações para os Oscars: Julie Walters (que já tinha criado a personagem em palco, em 1980), Michael Caine e Willy Russel, autor da peça, que assinou também o guião. Nenhum deles levou a estatueta, é certo. Adoraria ver a peça: apenas dois actores, no gabinete de Frank na Universidade.

Frank é professor de Literatura na Universidade de Londres — a beirar o alcoólico, uma vida medíocre, a mulher trai-o pouco discretamente com um colega da Universidade. Susan — Rita, o nome que escolhe para a nova pessoa que quer ser — é uma cabeleireira do East End com um inglês atroz, pronúncia cockney cerrada, que aproveita uma iniciativa chamada Universidade Aberta para se educar. Rita tem 26 anos. Talvez nem seja verdadeiramente ambiciosa, talvez não saiba exactamente o que a motiva, talvez não saiba exactamente o que quer, mas sabe o que não quer, pelo menos por enquanto. Filhos, por exemplo, e o marido a pressioná-la, e ela a tomar a pílula às escondidas...

Podia ser apenas mais uma versão do Pigmaleão de Shaw. Nada disso. É um filme inesquecível, repito. Um dos filmes da minha vida. A cena que aqui fica (e estive mais de vinte anos sem a rever) nunca me saiu da cabeça, por causa do extraordinário e sucinto «Do it on the radio».

Um conselho: saltem o texto e vejam directamente a cena.
Frank: Yes, well, now... In reply to the question, "Suggest how you would resolve the staging difficulties inherent in a production of Ibsen's Peer Gynt"... You have written, quote, "Do it on the radio. "
Unquote.
Rita: Yeah.
Frank: Well?
Rita: Well what?
Frank: Well, I know it's probably quite naive of me, but I did think you might let me have a considered essay.
Rita: Yeah, well, that's all I could do in the time. We've been dead busy in the shop.
Frank: You write your essays at work?
Rita: Yes. Denny doesn't like me doing this. He gets narked if I work at home and I can't be bothered arguing with him.
Frank: Rita, you can't go on producing work as thin as this, not if you want to pass an exam.
Rita: I thought that was the right answer. I sort of encapsulated all me ideas into one line.
Frank: It's the basis for an argument but a single line is not an essay. You know that as well as I do.
[Frank estende-lhe a folha, aquilo não serve; Rita senta-se à mesa, desata a escrever furiosamente, instantes depois levanta-se e entrega-lhe a sua produção]
Frank: What?
Rita: I've done it.
Frank: You've done what?
Rita: Me essay.
[um resignado Frank começa a ler em voz alta]
Frank: «In attempting to resolve the staging difficulties in a production of Peer Gynt I would present it on the radio because, as Ibsen says, he wrote it as a play for voices, never intending it to go on in a theatre. If they had had the radio in his day, that is where he would have done it.»

Brilhante. Simplesmente brilhante.




Banda sonora: Boccherini, Minuete do Quinteto de Cordas Op. 13

Banda sonora N.º 2 e oficial: Grieg - Peer Gynt Suite N.º 1 - Morning Mood
Karajan, Filarmónica de Berlim


Adenda: a Ana, minha old soul, chamou-me (e que bem!) a atenção para o facto de a música mais adequada a este post ser, inquestionavelmente, o Peer Gynt de Grieg. A minha cabeça deve andar realmente feita num oito, porque nem me tinha lembrado de tal! Uma vez na vida, tive sorte, que a esta hora já sabem que eu sou uma espécie de exemplo vivo e acabado da Lei de Murphy: encontrei no Limewire a minha versão! Karajan com a Filarmónica de Berlim. Tinha saudades desta música.

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Pela boca morre o peixe...

Ainda há menos de um mês o Pedro afirmava peremptoriamente, com segurança inabalável e admirável convicção, preferir cães a gatos.

Pois sim, pois sim...

O Diniz está há dois dias de casa e pucarinho com o Pedro. E não temos dúvidas quanto a quem vai mandar em quem. Mas é lindo, não é?

Mixed blessings... ou a cabra da porteira

Obrigada, muito obrigada a todos os que me deixaram aqui comentários ou enviaram e-mails com votos de que eu conseguisse o que tanto desejava, mesmo sem saberem o que fosse.

Era uma casa, meus amigos. Era uma casa encantadora, mesmo feita à minha medida. Era uma casa com a minha cara. Mas cheguei tarde.

Tenho andado à procura de casa. A disponibilidade para tal é quase nula e, na maior parte das vezes, acabo a amaldiçoar os malabarismos com o tempo a que me vejo obrigada para ir ver um tugúrio indescritível. Isto para não falar em preços... A audácia de certas pessoas não conhece limites! No domingo vi uma casa que me deixou dividida entre a vontade de ter um ataque de riso, um ataque de choro... ou enfiar a cabeça do proprietário na retrete e puxar o autoclismo — rezando para que ele funcionasse, e tenho cá as minhas dúvidas.

A melhor coisa que tinha era o chão, recém-afagado e envernizado (de taco de pinho do mais reles). As paredes (como vê foi tudo pintado, dizia o cromo, todo ufano) tinham levado uma lambuzadela superficial e pouco uniforme, e o lema deve ter sido mesmo cortar nos gastos, fita adesiva incluída, porque os interruptores e as tomadas também tinham sido liberalmente beneficiados com tinta... Fui à varanda, só para verificar que faltava um bocado do parapeito; a parte sobrevivente do dito fez-me lembrar num sobressalto que tenho de fazer o rappel da vacina do tétano, tão ferrugenta estava. Abri um dos armários da deprimente cozinha, a porta oscilou e uma das dobradiças quase saltou. Puxei um estore, subiu uns dez centímetros na diagonal e estacou para não mais se mexer. Eu não fazia comentários, só pensava com os meus botões que aquela casa se enquadrava mais em Asunción, capital do Paraguai (não deve haver país mais rasca), do que em Lisboa. O cromo fez-me notar que até tinha baixado a renda em cinquenta euros, o anterior inquilino pagava 600, e antes dos melhoramentos. Eu já estava por tudo, aquilo era desplante a mais. Encolhi os ombros e fui malcriada, paciência. Ele há doidos para tudo. Boa tarde.

Saio do prédio e vejo mesmo em frente (prédio com muito bom ar) escritos em três janelas do segundo andar. Hum... Deviam ser pelo menos quatro assoalhadas, eu só queria três... Ainda assim... Abri o portão — tinha um pedaço de jardinzinho muito bem cuidado antes da entrada, recuada uns metros em relação aos restantes prédios — e vai de tocar a campainhas, até alguém aparecer a uma janela e me informar de que quem tratava do assunto era o rés-do-chão A. Toquei e toquei. Nada. Voltei uma hora mais tarde. Nada. Voltei já por volta das oito horas. Nada.

Ontem, ao vir para casa, tarde como sempre, mesmo já estando com uma outra casa, de que tinha gostado bastante, praticamente garantida, lembrei-me de lá ir. A porteira abriu-me a porta. Calorosa e comunicativa. Querem saber? Tinha acabado de prometer a casa! A pessoa tinha saído dali não havia dez minutos. Ai, se eu tivesse saído do Colosso uma hora mais cedo!!! Ai, se a cabra da porteira não tivesse estado na véspera no baptizado do sobrinho-neto no Fogueteiro!

Fiz a maior asneira de todas: pedi para ver a casa, mesmo assim. Antes não o tivesse feito, não estaria agora com esta enorme vontade de chorar. Impecável! Tudo pintado de novo. Chão de taco, encerado, muito bonito. Luz, luz, luz. Uma cozinha óptima, reluzente e cheia de arrumação. A casa de banho não era ideal, as loiças podiam ser melhores, mas era muito simpática e tinha janela para as traseiras. Um quarto pequeno ao lado da cozinha (escritório, destinei mentalmente). Outro quarto a seguir, de bom tamanho, um convidativo vão na janela, mesmo a pedir prateleiras para livros, seria o santuário para as minhas noites de sono, cada vez mais curtas. Duas salas ligadas por um arco - salas de estar e de jantar, estava-se mesmo a ver. Não tinha roupeiros, mas a antiga despensa tinha sido transformada num fantástico closet. A casa não podia ser melhor — a não ser que tivesse lareira. A renda? A renda? QUINHENTOS E VINTE CINCO EUROS!!!

Hoje telefonei algumas cinco vezes à cabra da D. Conceição, a cabra da porteira (que debalde — ao menos que me reste a alegria de recorrer a este advérbio! — tentei subornar sensibilizar para a minha causa), a cabra da porteira D. Conceição é senhora de palavra. Deixei-lhe o meu cartão, ficou muito impressionada e roída de remorsos. Cabra! Amorosa! A cabra que chegou antes de mim ia hoje sinalizar. Podia acontecer qualquer coisa: mudar de ideias (boa piada), aparecer-lhe uma casa melhor (extraordinária piada)... o cheque não ter cobertura... Soubesse eu quem a grande cabra era e de onde ia, teria sido pequena para a passar discretamente a ferro com o carro.

E pronto, meus amigos. Foi assim. Amanhã assino o contrato da outra casa, que agora já me parece menos apetecível, muito menos apetecível. Passei lá há pouco, a caminho de casa. Fiquei aterrorizada: ainda estou para descobrir onde raio hei-de deixar o carro. Mas tem uma varanda. Pinxejas adoram ter uma varanda. E eu posso pôr lá a bandeira nacional, que temos o Europeu ao virar da esquina. E tem um canteiro, uma floreira... ou como raio se chama aquele coiso de pedra com terra, para eu ter renovadas experiências desastrosas com plantas. Nem tudo é mau....

Seja como for, se alguém por aí tiver uma casa fantástica para me sugerir antes da hora do almoço de amanhã (assinatura de contrato)... eu largo tudo e vou a correr. Bem sei que é um dia complicado no Colosso, mas isso são outros quinhentos...

Banda sonora: Byrds - Turn Turn Turn

P.S. Assomo tardio de consciência, que continuo de cabeça perdida, cheia de vontade de chorar, mas sou muito escrupulosa: nas respostas que dei a alguns dos carinhosos mails que recebi... não era bem cabra que eu chamava à porteira. E toda a gente sabe que eu odeio palavrões...

segunda-feira, 2 de junho de 2008

Say a little prayer... for me

Giovanni Bellini, S. Francisco no Deserto - Frick Collection, Nova Iorque

Não tenho dúvidas de que há algumas pessoas na blogosfera que gostam muito de mim — como eu gosto delas. É a essas que peço para rezarem por mim ou, não sendo crentes, que concentrem todo o seu pensamento positivo por uns minutos em mim. Fazem isso por mim, meus amigos?

Há uma coisa que eu queria muito, muito, muito (tanto!), e que é muito difícil — cheguei demasiado tarde, alguém se antecipou. Rezam por mim? Enviam-me as vossas ondas espirituais de afecto?

Eu, confesso, já recorri aos grandes santos da minha devoção. Santa Teresa de Lisieux (Santa Teresinha do Menino Jesus, como é mais conhecida, e a quem devo o nome) e S. Francisco de Assis, a figura mais perfeita da História da humanidade.

Mas cheguei tarde... Milagre, precisa-se!

Poucos... mas bons!

Ora vejamos...


Tenho gente potencialmente interessante a aterrar aqui.

Dois vieram à procura da Catropolitan Opera Company. Aposto que saíram contentes.

Gente de bom gosto queria ouvir Janis Ian no Between the Lines, o Fado Tropical de Chico Buarque e Madrugada, de Melanie: também não saiu defraudada, estão cá todos.

Algures no Brasil alguém tem problemas com a gota e já está por tudo, até simpatias (para nós feitiços) servem. O nome do blóguio presta-se a confusões, reconheço. Temos pena.

A pesquisa do Myspace, sítio em que nunca entrei, e das "linhas tracejado perfil" é chinês para mim. Aposto que saiu daqui a rosnar.

E depois há o grosso da coluna, a eterna praga: 41,67% vieram em busca de Ana Zanatti. Nua, claro! Coitada da senhora! Só por vingança, aqui fica ela. Retratada por Maluda, de quem era grande amiga. E vestida, que isto é um blóguio de respeito. Anormais!

domingo, 1 de junho de 2008

Os discos da minha vida #11: A Salty Dog

A Salty Dog, dos Procol Harum, é de 1969. Um disco magnífico, do qual hei-de pôr aqui mais músicas. Só o viria a conhecer no princípio de 1982, nos tempos do Bananas e de uma enorme crise minha. O Tó Zé, disc-jockey do Stone's que se tinha mudado para lá, costumava pô-lo para mim.

Eu pedia o carro emprestado à minha Mãe e lá ia, na maior parte das vezes com Álvaro de Campos na carteira. O Vítor Menino, porteiro célebre na noite lisboeta, deixava-me entrar — e acreditem que era coisa arrojada naquela época, uma menina sair sozinha... Sentava-me na mesa ao lado da cabine e ali ficava o resto da noite a ouvir a grande música que o Tó Zé, o Luís Oom, o Luís Afonso e outro (já não me lembro do nome dele, mas era um amor) punham. Ao fim da noite ficávamos em tertúlia, a comer tostas mistas e a beber à conta da casa. E eu ia para a cama com uma tristeza um pouco menos opressiva.

Anos mais tarde, já no tempo dos CD, este era um dos discos que mais tocavam na minha casa da Rio de Janeiro, quando o Nuno era visita diária para o café. O Nuno também era doido pelo disco. O Nuno sempre ao meu lado, tal como tinha estado naqueles anos confusos e já distantes. O Nuno de quem tenho saudades que já nunca poderei matar.

Fiquemos com A Salty Dog, tema-título do álbum. Para mim, uma grande-grande música. Eterna. Mas há mais, hei-de trazê-las para aqui.

A Salty Dog
All hands on deck, we've run afloat! I heard the captain cry
Explore the ship, replace the cook: let no one leave alive!
Across the straits, around the horn: how far can sailors fly?
A twisted path, our tortured course, and no one left alive

We sailed for parts unknown to man, where ships come home to die
No lofty peak, nor fortress bold, could match our captains eye
Upon the seventh seasick day we made our port of call
A sand so white, and sea so blue, no mortal place at all

We fired the gun, and burnt the mast, and rowed from ship to shore
The captain cried, we sailors wept: our tears were tears of joy
Now many moons and many junes have passed since we made land
A salty dog, this seaman's log: your witness my own hand



Madrugada de Melanie, ou a demanda do Graal

Persegui este disco durante mais de vinte anos. Tinha-numa cassette (ainda se lembram desses objectos jurássicos?) oferecida por um namorado fugaz lá por 1983, juntamente com outro disco que é para mim uma autêntica obsessão, e que continua por editar em CD: o mítico Mary, de Mary Travers (a Mary daqueles Peter, Paul & Mary da minha paixão).

Procurei Madrugada por todo o lado, obstinada e persistentemente. Investiguei todos os catálogos americanos na velha Discoteca Roma. Qualquer ida ao estrangeiro, por mais breve, não passava sem a procura deste disco. E do Mary. E de Whose Garden Was This, de John Denver. Em vão — se estivesse a escrever no blóguio do Liceu, teria escrito debalde, já é lendário no grupo o meu fraco por esse advérbio. Viajando o Vítor muito mais do que eu, foi um auxiliar precioso e frustrado nesta demanda. Não houve grande cidade americana onde ele não procurasse o disco, de Nova Iorque a Los Angeles, passando por Chicago, San Francisco ou Atlanta. Acho que até em Juneau, capital do Alaska, o procurou — estou a falar a sério. Em 2004 uma amiga minha foi ao Japão (onde eu já tinha procurado, através da lojinha que me desencantou o disco de John Denver). O Japão tem um mercado discográfico fa-bu-lo-so, os senhores compraram os direitos de muitas preciosidades que agora só lá existem. Escusado será dizer que a Teresa levou uma listinha de discos a procurar, voltou desolada, não encontrou um único — descansem, a viagem foi de mais de duas semanas, acho um abuso sobrecarregar quem vai para fora com pedinchices que, na maior parte das vezes, só dão trabalho e perda de tempo ao infeliz viajante. Quanto às pessoas que fazem encomendas sem avançar com o dinheiro, nem me pronuncio... A Ana, ex-mulher do Vítor, uma vez pediu-me para lhe trazer uns ténis de Paris. Eram uma coisa especial, caríssima, perto de cinquenta contos. Que julgam que ela fez? Telefonou para a loja — que era na Av. Montaigne, três ou quatro portas adiante do meu hotel—, assegurou-se de que havia o número dela, reservou, fez questão de se encontrar comigo na véspera da viagem para me dar o dinheiro, em francos. Assim dá gosto!

Mas voltemos a Madrugada. O disco tinha desaparecido da face da Terra, pura e simplesmente. Toda a gente sabia desta minha obsessão, e um dia o Pedro Fajardo, antigo disc-jockey do Stone's, mandou-me o link de um site que talvez mo arranjasse: It's About Music. Escusado será dizer que fui logo espreitar. Incrédula, deparei com o meu sonhado Madrugada. Encomendei imediatamente, chegou-me duas semanas depois, no glorioso dia 18 de Julho de 2005.

Excitadíssima, mirei-o por todos os lados, a matar saudades da capa que tão bem conhecia (eu tinha-o tido em casa, emprestado pelo tal namorado), a retomar contacto com todos os deliciosos pormenores. Nisto... dei um grito horrorizado. Will You Still Love Me Tomorrow, uma versão do grande êxito das Shirelles nos anos 60, a música que eu mais queria, a razão principal da minha demanda de mais de vinte anos... não estava lá!!! Como era aquilo possível?!

Aturdida, pus o disco a tocar e atirei-me para cima do sofá, completamente derrotada. O disco foi correndo e, de repente, oiço as primeiras e inconfundíveis notas de Will You Still Love Me Tomorrow, tão minhas conhecidas, mesmo tendo passado mais de vinte anos. Dei um pulo, dei um berro extasiado, chorei de alegria (juro). Era a faixa 6!!! E não estava listada!!!

Verifiquei há pouco que o disco já existe na Amazon, deve ser edição recente e é baratíssimo, coisa que o meu não foi nada. Mais uma vez, Will You Still Love Me Tomorrow não consta da listagem de músicas.

Provavelmente, a esta hora, já alguns de vocês se perguntaram por que raio se chamará um disco americano, de uma americana... Madrugada. Fiquem-se com esta belíssima explicação, no verso do disco — e aproveitem para confirmar que Will You Still Love Me Tomorrow não está mesmo lá.

«After midnight comes a time which belongs to no day.
It begins beyond the point of deepest darkness and runs to the edge of dawn.
The Portuguese have a special name for this time.
Madrugada