sexta-feira, 4 de abril de 2008

Aviso à navegação

Se vos aparecerem comentários como o de baixo em caixas de comentários, na de outros ou na vossa, não abram o link. Aliás, se for na vossa, o melhor é apagar o comentário. É spam.

As mensagens variam. Desde resposta a um pedido de informação sobre uma dieta qualquer (pedido esse que nunca fizemos, evidentemente), a um texto que nos intriga sobre o nosso último e breve encontro no aeroporto - ou coisa parecida; o único denominador comum é a armadilha em forma de link. Humanos que somos, somos também naturalmente curiosos, a tendência é ir espreitar. E é com isso que eles contam.

Claro que há uma maneira segura de evitar isso, accionando a verificação de caracteres. Pessoalmente, detesto-a, e acredito que os outros lhe tenham uma aversão semelhante - é só por isso que não a activo aqui.

Neste post de 31 de Março tive nem mais nem menos do que duas dessas mensagens. Apaguei a primeira, não me apercebi da segunda. Que agora já está também apagada. Não sei exactamente quais os terríveis perigos que podemos correr se abrirmos o link fatídico, mas avisaram-me para o não fazer, com ameaças tenebrosas de vírus malévolos e coisas piores. Se é verdade ou não... não sei. Mas cautela e caldos de galinha nunca fizeram mal a ninguém, diz a sabedoria popular. Limito-me a difundir o aviso.

quinta-feira, 3 de abril de 2008

A semana a chegar ao fim...

... e eu cansada, tão cansada...


Foi uma boa semana, mas a cada dia adicionam-se horas de sono por cumprir e a conta vai ficando pesada. Acresce que, por mais tarde que chegue a casa, recuso-me a mergulhar de imediato nos lençóis. Há sempre coisas a fazer, coisas a ler, conversas a retomar e que ficam sempre incompletas. Com o Vítor, com outras pessoas. E há a blogosfera, claro. Que tenho descurado como salta aos olhos. Não me tem apetecido, que querem? Venham daí o bastão, o chicote, atirem-me ao lago com um peso amarrado aos pés...

Nos últimos anos os meus hábitos de sono alteraram-se - é a PDI, suponho. Até aos 40, a minha média de horas de sono ideal era de (pasmem) ... nove. Sim, nove horas. Era de quantas precisava para acordar sem despertador. Nos últimos três, talvez quatro anos, isso mudou. Agora o meu relógio é solar, e alegro-me. Acordo com o nascer do dia, não importa a que horas tenha adormecido, regular o despertador é uma mera rotina que se tornou desnecessária mas que mantenho maquinalmente, fruto do meu amor pelos gestos antigos. Ao fim-de-semana, claro, posso voltar a dormir, coisa que faço muitas vezes e me sabe maravilhosamente. Ai, a deliciosa volúpia de me deixar insensivelmente deslizar para o sono, o livro que fica aberto, a presença vigilante de Messy e Agri junto de mim, Messy sobre a minha anca, Agri ora aos pés, ora encostada à minha barriga... Beatitude...

Mas estou exausta, reconheço. Já estou em pijama, abluções nocturnas feitas, cremes postos, dentes frescos. Só falta arrastar-me até à cama. Estão as duas já instaladas e olham-me fixamente, sem pestanejar, como só os gatos sabem fazer. Conheço bem aquele olhar. Obedeço.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Os discos da minha vida #8: Phantom of the Paradise

Vi este filme de Brian De Palma, Phantom of the Paradise, pela primeira vez aos 16 anos, no velho Estúdio do Cinema Império (desconfortável como tudo, irra!) e fiquei perdida de amores pela banda sonora, do grande (em talento, claro) Paul Williams (todas as músicas, todas as letras). O admirável Ould Souls, que aqui pus ontem, também é deste disco. Só lá por 93 viria a encontrá-lo em Andorra, com a pobreza franciscana do nosso mercado discográfico. Para meu enorme desgosto, estava na mala do carro que me roubaram em 1999, e lá fiquei sem ele. Quando tentei substituí-lo descobri, horrorizada, que estava completamente esgotado e só se conseguia arranjar a preços infames (género quinze contos...). A minha querida amiga Carla viria a oferecer-mo mais tarde, nos meus anos.

Este Goodbye, Eddie, Goodbye é a música de abertura e pôs-me logo a rir como uma doida com o desempenho dos extraordinários Juicy Fruits (filme mais abaixo). E a letra, meu Deus, a hilariante letra! Continua a ser uma das minhas grandes favoritas do álbum.

We'll remember you forever Eddie

Thru' the sacrifice you made we can't believe the price you paid
For love

Little Eddie Mitty born in Jersey City
Started singin' when he was five
Never knew his father mother didn't bother
To catch his last name fast as he came

He was off and flying
Times were really trying
Eddie and his mother alone
Soon another mister soon a baby sister
Mama kept swingin' and Eddie kept singin'

Ah ya ya ya ya ya
Ya ya ya ya ya ya ya ya
Ya ya ya ya ya ya ya ya ya
Ya ya ya ya for love for love

And now the tragic story
Eddie's sister, Mary Louise, needed an operation
To get the money he would have to become an overnight sensation
Eddie believed the American people
Had wonderful, lovegiving hearts
His well publicized end he considered would send
His memorial album to the top of the charts... and it did

Chorus

When a young singer dies to our shock and surprise
In a plane crash or flashy sports car
He becomes quite well known
And the kindness he's shown has made more than one post mortem star
Well you did it Eddie and though it's hard to applaud suicide
You gave all you could give so your sister could live
All America's choked up inside

We'll remember you forever Eddie
Thru' the sacrifice you made we can't believe the price you paid
For love





Assim não brinco!

Então não é que o estuporzinho do Blogger insiste em tirar-me as fotografias? Agora foram as três do post de ontem, diabos o levem! Estou pior que uma bicha!...

Isto também costuma acontecer-vos?

domingo, 30 de março de 2008

Old Souls

Tive um ataque de preguiça, ou fui acometida de enjoo de blóguios, o meu e os dos outros. Há vários dias que não abro este humilde cantinho e não visito ninguém. A única excepção foi mesmo o blóguio de uma menina que casou ontem, e onde fui depor os meus votos de felicidades múltiplas; não a conheço, mas tenho grande simpatia por ela, - a minha querida Famosa assegura-me que é pessoa com quem só posso dar-me às mil maravilhas, ela e o Coveiro compareceram ao casório de dimensão internacional e (pelo menos) trilingue. Há vida para além da blogosfera, ou não?

Registo com carinho que o Pedro, estranhando o meu mutismo blogosférico, me enviou ontem um mail a pedir notícias. Outra old soul...

A verdade, meus amigos, é que eu chego sempre à sexta-feira morta de cansaço. Na quarta-feira jantei com a Ana e com a Mad (nem queiram saber dos olhares de ódio controlado que o pessoal do restaurante indiano escolhido nos deitava, todos perfilados à espera de que saíssemos, e nós ainda com tanto que conversar...). Adorei o jantar, claro. Na quinta-feira eram os anos do meu querido amigo João Navarro e, como sempre, lá fui malhar com os ossos no Dom Pepe, na Parede. Porquê como sempre? - perguntarão vocês. Porque tem a reputação, parece que justa, de ter a melhor lampreia de todo o nosso Portugal, a sul do Minho. E ainda estamos na época dela, da tal lampreia que nunca provei, aquilo faz-me nojo. Comi uns lombinhos de linguado com molho de alcaparras e limão que nem queiram saber... Eles comeram (previamente encomendadas) três doses de lampreia. Ano após ano, o João convida apenas duas pessoas para o seu jantar de anos, eu e o Vítor. Nem vou começar a falar do que isso me sensibiliza. Parabéns, João! Para o ano que vem lá estaremos outra vez!

Dediquei o meu fim-de-semana à leitura, às leituras. La Malibran: Reine de l'Ópera Romantique, que já me tinha chegado havia uma semana... e eu sem tempo para lhe pegar. Muito gosto eu dos livros deste Patrick Barbier! - até ofereci um ao Coveiro, parece que gostou bastante. Faltam-me La Maison des Italiens e Pergolèse. A comprar.

Oferecido pela autora na sexta-feira passada - como se não bastasse o convite para jantar em sua casa, ainda me deu de presente um livro e uma lata de Lapsang Souchong, o meu chá favorito... -, só tinha conseguido ler o primeiro conto. Gente do Sul é um daqueles livros que se lêem de uma assentada, e foi o que também fiz ontem.

Já tinha uma ideia formada e bastante clara sobre a qualidade da escrita da Ana, através do seu blóguio, Porta do Vento, do qual sou visita recente. E acreditem que o elogio não é pequeno, tão saturada estou de mau português, de escritas deficientes, de asneiras atrás de asneiras. Gente do Sul veio reforçar aquilo que eu já pensava. A Ana, além de escrever com admirável correcção, é uma romancista nata, tem aquela qualquer coisa que não sei explicar, mas sinto quando encontro, grandes livros poderão brotar daquela caneta. Um já nos foi anunciado (ver aqui, ponto 5), estou numa espera ansiosa.

Old souls, lembram-se? Sorri da dedicatória carinhosa que a Ana apôs na terceira página, como deve ser - quem sabe... sabe (nunca ponham uma dedicatória na primeira, por favor!). Assim que a li, soube que esta era a música para falar destas pequeninas-grandes coisas.

No jantar de quarta-feira trouxe-me novo presente, Seda e Aço, um dos seus livros de poemas. Que ainda só folheei e já sinto que vou ficar a saber alguns de cor.

Old souls... Novo sorriso, acompanhado de um suspiro de saudade. O Nuno lembrar-me-ia uma certa história do Guilherme de Richmal Crompton, Novas Aventuras de Guilherme, que tem precisamente esse título. Eu sei, meu amigo, eu sei... E já não tenho ninguém com quem discutir apaixonadamente o Guilherme. Ou os Cinco. Ou Proust. Ou O Quarteto de Alexandria. Ou Stendhal (e manterei até à morte que o Le Rouge et le Noir é melhor do que o seu querido Lucien Lewen. A Chartreuse também, já agora. Continuaremos a discussão no outro mundo).


quarta-feira, 26 de março de 2008

Rocky Raccoon

Sempre achei os raccoons uns bichos muito patuscos, com aquele ar malandro de bandidos simpáticos. Este adorável pateta do filme fez-me sorrir enternecida.



Ai que nervos!

De vez em quando, o (...) do Blogger faz-me isto: apaga-me fotografias. Perfidamente, apaga-mas precisamente onde sabe que mais trabalho me dará recolocá-las, em posts com muitas. Foi o que me fez agora ao post de domingo passado.

Ponho-me a ranger os dentes, apetece-me rosnar palavras feias, espatifar o computador a atirar-lhe objectos pesados, largá-lo do alto da Torre dos Clérigos (vestígios da recente ida ao Porto), apetece-me... nem sei bem o quê. Tudo menos ter o trabalho de voltar de novo, impacientemente, uma a uma, a pô-las todas no sítio certo.

Ai que nervos!