quinta-feira, 6 de dezembro de 2007

Um pouco de Lizst...

Também a minha amiga TCL fez ontem a sua homenagem pessoal a Mozart, na passagem do 216.º aniversário da sua morte. Com um cartoon fabuloso que me fez lembrar irresistivelmente um outro.

Procurei e... achei! É seguramente um dos meus cartoons favoritos de sempre, uma coisa fabulosa, encantadora e... divertidíssima! A Rapsódia Húngara n.º 2 de Lizst. Para quem conhece bem a obra, o prazer é ainda maior, mas julgo que qualquer pessoa adorará isto.

Tom & Jerry são os talentosos executantes. O título do cartoon é, apropriadamente, The Cat Concerto.


quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Mozart!

Porque faz hoje 216 anos que morreu. Uma perda tremenda para a Humanidade. «Eu tenho para mim que...» Quando abro a boca para dizer estas palavras, o Vítor leva logo as mãos aos ouvidos, por saber o que se segue, de tantas vezes mo ter ouvido. «Eu tenho para mim que a Humanidade só conheceu dois génios absolutos. Leonardo e Mozart», é o que eu digo sempre, numa conversa muito antiga entre nós, com muitos anos.

E desato a falar transbordantemente de Mozart, com a verbosidade irreprimível que me ataca quando falo de grandes paixões minhas. E queixo-me sempre amargamente da perda irreparável que a morte de Mozart representou. Só 1791, o último ano de vida! Quantas obras-primas! A produção de Mozart nesse último ano, o dos seus 35 anos, seria suficiente para fazer a glória eterna de qualquer compositor. As três últimas sinfonias, o Concerto para Clarinete, A Clemência de Tito, A Flauta Mágica, o Requiem...

O Vítor, julgo já ter dito isto aqui, tem um talento inigualável para descobrir presentes. Eu também não costumo sair-me mal, é certo, já consegui deixá-lo de queixo à banda com uns quantos. Mas junto dele faço fraca figura, qualquer pessoa faz. Não é que um belo dia, no Verão de 1999, me surpreendeu com este tesouro? 1791: Mozart's Last Year. Podem imaginar a minha emoção? Não, não podem. Hei-de pôr aqui passagens.

Eu tenho para mim que a Humanidade só conheceu dois génios absolutos. Leonardo e Mozart.


terça-feira, 4 de dezembro de 2007

O regresso da Mulher Congelada

Ora toca a ser um bocadinho fútil, que de vez em quando até pode ser salutar. E se não for, paciência!

Lá por Fevereiro, comentei aqui o ar imóvel da cara de Nicole Kidman. Eu sei que isto são facadas para o Rafeiro Perfumado, que é tão doidinho por ela quanto os limites do aceitável impostos pela sua Gata Verde permitem, mas a verdade manda Deus que se diga. E a verdade é que Nicole Kidman começa a parecer-se perigosamente com um zombie que tenha tomado três caixas de Valium de uma assentada. A expressão foi-se, exibe permanentemente uma cara petrificada, imutável, e mais lisa do que deve ter sido aos dois anos de idade.

A Radar Magazine (nunca tinha ouvido falar, deve ser um dos incontáveis tablóides estrategicamente colocados junto às caixas dos supermercados) publicou um longo artigo intitulado Welcome to the Dollhouse, sobre a febre da cirurgia plástica em Los Angeles, dando a Nicole o destaque maior, transformando-a numa espécie de Barbie.

De passagem vai-nos mimoseando com fotografias aterradoras de celebridades. Como tenho a certeza de que vão todos a correr espreitar, não vale a pena pô-las aqui. E daí... ora, que se lixe, vamos a isso!

A maior parte deixa-nos mesmo a pensar o que terá aquela gentinha na cabeça. Mickey Rourke (ainda alguém se lembra dele?) está grotesco. Kenny Rogers está ABSOLUTAMENTE irreconhecível — há tempos vi-o a falar sobre Dolly Parton num documentário e quando apareceu o nome dele em rodapé julguei que fosse engano, juro!


Meg Ryan

Mickey Rourke

Kenny Rogers

Não penses que ficas sem resposta, Mad...

Sim, também tenho retratos delas no Filofax! Ao lado das sobrinhas. E só não tenho na carteira... pour la simple et bonne raison... de ela não ter compartimento para isso.

segunda-feira, 3 de dezembro de 2007

Odessa, ainda: First of May (e vem aí o Natal)

«When I was small
and Christmas trees were tall...
[...]
Now we are tall
And Christmas trees are small...»

Independentemente de integrar Odessa, First of May é uma música com um lugar muito especial na minha vida e que me traz memórias lindas. O Pedro Oom até a punha muitas vezes no Stone's por minha causa, e por saber dessas memórias.

Fazia parte da banda sonora de Melody, o filme de Mark Lester com que o cinema Londres foi inaugurado, tinha eu dez anos. Vejam as belíssimas imagens que acompanham a música, talvez vos arranquem um sorriso sonhador, talvez vos façam lembrar a inocência de uma infância que vai ficando cada vez mais distante.

First Of May

When I was small, and Christmas trees were tall,
we used to love while others used to play.
Don't ask me why, but time has passed us by,
someone else moved in from far away.

Now we are tall, and Christmas trees are small,
and you don't ask the time of day.
But you and I, our love will never die,
but guess we'll cry come first of May.

The apple tree that grew for you and me,

I watched the apples falling one by one.
And I recall the moment of them all,
the day I kissed your cheek and you were gone.

Now we are tall, and Christmas trees are small,
and you don't ask the time of day.
But you and I, our love will never die,
but guess we'll cry come first of May.

When I was small, and Christmas trees were tall,

do do do do do do do do do...
Don't ask me why, but time has passed us by,
someone else moved in from far away.

Podem rir à vontade...

... como riem as pessoas que passam no meu gabinete, quando olham para a minha secretária.


Sim, tenho retratos delas em cima da secretária! Algum problema?

domingo, 2 de dezembro de 2007

Os discos da minha vida #1: Odessa

Não é o principal disco da minha vida - seria impossível decidir em qual recairia a escolha... -, é apenas o disco com que estreio esta rubrica. Mas não tenham dúvidas: é mesmo um dos discos da minha vida, um dos tais que sempre terão de estar onde eu estiver, tenho por ele uma ternura toda especial.

Odessa, de 1969, continua desconhecido de muito boa gente, principalmente daqueles para quem Bee Gees são sinónimo de Saturday Night Fever e coisas afins. E é uma pena, porque é um disco magnífico, um autêntico concept album.

Conheci-o lá pelos meus 18, 19 anos. Dez anos depois de ter sido editado, portanto. Dele conhecia, máximo dos máximos, umas três músicas - o mesmo que dizer que o desconhecia por completo, já que se trata de um álbum duplo. Foi em casa do Vítor, ele já tinha praticamente deixado de comprar discos em Portugal. O que cá havia era muito pouco e chegava com atraso, às vezes enorme: para terem uma ideia, Born to Run, de Bruce Springsteen, 1975, foi lançado em 1979! A prensagem nacional era um desespero, por melhor que fosse a aparelhagem, por mais cuidadosos que fôssemos com a agulha, ao fim de meia dúzia de audições os discos ficavam com chão, vulgo batatas fritas. A velha Discoteca do Carmo ainda ia arranjando algumas importações, coisa pouca. O Vítor descobriu uma empresa do País de Gales que enviava discos pelo correio, a velha Tandy's, e deixou de comprar discos cá. Foi assim que Odessa lhe chegou às mãos, para logo o partilhar comigo.

Este disco também me lembra tanto o Nuno! Primeiro, porque, lá por 1986, lho ganhei numa aposta parva numa noite de Stone's. Ele insistia que I'll Follow the Sun dos Beatles era de A Hard Day's Night, eu teimava que era de Beatles for Sale. Como eu sabia que ele tinha Odessa (que continuava por aparecer em Portugal), reclamei-o logo como prémio. Nunca me pagou a aposta, o bandido.

Quando comprei o meu primeiro leitor de CD, era um dos trinta e tal discos que já tinha. E foram tantas as vezes que o ouvimos juntos, no tempo em que ele era visita quase diária em minha casa, a seguir ao jantar! Café, whisky e música, sempre música.