quinta-feira, 29 de novembro de 2007

NEM EU, MAD! - ainda a homossexualidade

A Mad acaba de publicar um post sucintamente intitulado Não admito... com o qual me solidarizo por inteiro.

Andava para pôr aqui isto há mais de uma semana, a falta de tempo tem-me impedido. Mas não passa de hoje. Bruno Nogueira, numa actuação absolutamente hilariante, diz coisas muito sérias. Tirado, mais uma vez, do Lésbica: simples ou com gelo? Vejam, riam, divulguem... sei lá! Só não pensem como a Dr.ª Margarida Cordo, pela vossa rica saúde!

terça-feira, 27 de novembro de 2007

Gatas para a troca

Ontem ao almoço conheci a Gata Verde, escoltada pela sua bizarra escolha como marido, um Rafeiro. Foi um turbo-almoço, subi o Chiado em correria, voltei para o colosso também a correr e com pena de não termos tido mais tempo. Gostei muito, soube a pouco. Fica o desafio para aparecerem para o café e os copos no jantar da Confraria.

Adoro quando confirmo que a minha intuição quanto à qualidade das pessoas estava certa! A Gata Verde é um encanto. Um ar doce e sereno, olhos que fazem jus ao nome. Pressente-se logo a grande harmonia daquele casal - basta dizer que a vida deles é aquilo todos (ou quase todos) os dias da semana, ele a esfalfar-se para terem o prazer e a alegria de estar um com o outro uma escassa meia hora. E generosos ao ponto de a partilharem comigo. Notei, porque sou muito atenta a estes pequenos sinais, o discreto e tão terno apertar-lhe a mão dele quando nos despedimos, ela subia a Rua Garrett, nós continuávamos juntos por mais uns cem metros.

segunda-feira, 26 de novembro de 2007

Recomendo

Passei um fim-de-semana divertidíssimo com este livro, comprado na quinta-feira. Aproveito para dizer, porque várias pessoas me têm perguntado isso, como se eu fosse alguma espécie de autoridade em Português, que sim, os dias da semana escrevem-se com minúscula e os meses do ano com maiúscula. Ou, em linguagem de revisor ou jornalista antigo, com caixa baixa e caixa alta. A explicação para esta gíria é engraçada: no tempo dos tipos móveis, a pessoa encarregada de compor os textos tinha os tipos (os caracteres, ou letras e sinais) em várias caixas em frente. As maiúsculas, por menos frequentes, ficavam numa caixa mais acima (caixa alta) e as minúsculas numa caixa baixa, mais à mão de semear. As expressões ficaram. Foi na minha anedótica passagem pela Patada, onde ainda vigoravam, que lhes soube a origem.

Mas voltemos ao livro (eu e as minhas dispersões...). Comprei-o na Fnac do Chiado, já em cima da hora para voltar para o colosso - até tive um turbo-encontro com o Rafeiro na Rua Nova do Almada, os dois apressadíssimos, por pouco não nos víamos, ele ia almoçar com a sua Gata Verde, eu nem tempo para almoçar tive. Devo ser dos poucos portugueses que mal conhecem o Gato Fedorento, porque é raro ver televisão, pelo menos os canais abertos, ainda hei-de comprar os DVD. É raro comprar a Visão (até gosto mais da Sábado), como tal não conhecia a maior parte das crónicas que integram esta compilação. Fui à Fnac à procura de um livro para a Diabba (que não encontrei, isto ainda vai dar matéria para post), peguei neste ao passar na estante dos mais vendidos. Já tinha O Rio das Flores, o Harry Potter não me interessava, o José Rodrigues dos Santos põe-me a hiperventilar (TCL e Alf, está para breve, já acabei o raio do livro), peguei neste, curiosa. No minuto em que pus os olhos na contracapa, dei uma gargalhada que fez que as pessoas mais próximas me deitassem olhadelas surpreendidas. Uma fotografia do autor e uma única frase: «Um livro essencial para compreender o nosso tempo, especialmente a parte da tarde.» Raciocinei, acho que com bastante lógica, que era um achado providencial e que estava ali a solução para um terço dos meus problemas, passavam a faltar-me apenas os livros que me explicassem a parte da manhã e a noite (suponho que esse será em vários volumes).

Já teria despachado o livro se não tivesse ido jantar com o Vítor nessa noite e se ontem não me tivesse dado um fanico, uma das minhas recorrentes baixas de tensão, razão por que estou aqui agora a escrever a estas horas impróprias. Já me fez rir muito. Um português escorreito e despretensioso, refrescante de ler, principalmente se confrontado com tanta trapalhice que por aí pulula, reviravoltas surpreendentes de humor que me deliciam. É pena que, muitas vezes, as ideias não sejam mais desenvolvidas, tropeço com frequência nesse escolho. Mas o livro é uma compilação dos artigos da Visão, e suponho que ele estava condicionado pelo espaço da coluna.

Vale a pena ler.

Now playing: Rossini - La Gazza Ladra (Overture)
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sábado, 24 de novembro de 2007

OMG!

Oh My God!

Isto chegou-me há dois dias, das mãos de dois amigos do grupo do Liceu. Tenho dezenas e dezenas de e-mails por abrir, vou deixando os que têm anexos para o fim. Vi este agora mesmo, e não resisti a pôr aqui esta pérola.

Saber que isto é brasileiro* é bem fraca consolação.

* Desculpe, CoRa. A verdade é que os maiores disparates que nos aparecem nas pesquisas do Google vêm todos, sistematicamente, do Brasil. Qualquer um dos meus visitantes lhe poderá confirmar isso.

sexta-feira, 23 de novembro de 2007

O Natal aproxima-se...

... e eu adoro dar presentes. A minha generosidade, que é proverbial, vai até ao ponto de vos facilitar a tarefa de me encontrarem um presente do meu agrado.

No meu perfil do Blogger está a minha wish list na Amazon americana. Podem visitá-la aqui, até esse trabalho vos poupo. Tem coisas para todas as bolsas, nela estou certa de que encontrarão um presente que me fará feliz e que, em simultâneo, se identifique com o gosto dos meus queridos leitores (se não se identificar, paciência, o importante é mesmo que são coisas que eu ADORAVA ter, não é verdade?).

Sempre amiga de ajudar, dou-vos mais uma sugestão: escolhi a Amazon americana por ser a que tem uma escolha mais vasta. Mas a seguir deverão ir à britânica verificar se o mesmo artigo existe lá, e passo a explicar porquê: é que, de vez em quando, ao recebermos uma encomenda da outra temos a desagradável surpresa de pagar alfândega. O último desejo que lá incluí (especialmente a pensar nalgum leitor mais extravagante, ou mais abonado), que custa o absurdo de quase mil dólares, custa na Amazon francesa a frioleira de quinhentos euros e qualquer coisa, ora comparem... Charles Aznavour - L'Intégrale... São 44 CD, uma verdadeira pechincha! E vocês sabem da minha paixão por este senhor! Há também a The Complete Mozart Edition da Philips, que há anos me faz sonhar. Nem é muito cara, se considerarmos que são 180 CD... Atrevo-me mesmo a dizer que é uma bagatela!

Considerando que hoje estamos a um mês e dois dias do Natal, julgo que vão a tempo de me obsequiar. Eu agradeço antecipadamente.

(G'ANDA LATA!!!! - dirão vocês. Eu chamo a isto o factor SPP - Se Pegar, Pegou...)

terça-feira, 20 de novembro de 2007

Câmara dos Horrores #2: Mary Schneider

Para vos animar um bocadinho o resto da noite, aqui fica mais uma relíquia, que o Vítor descobriu não sei como nem onde, e que muito nos fez rir (o costume, já há trinta anos uma empregada de casa dos pais dele que me adorava dizia enlevada que «a menina Teresa é muito reinadia!»).

Atentem também no prodígio de kitsch que é a capa, topa-se à légua que foi concebida para estar à altura do conteúdo.

A senhora até tem boa voz, que é o mais estúpido de tudo! Mas aposto que nenhum de vós alguma vez pensou poder ouvir as aberturas do Guilherme Tell e da Carmen, bem como o Can-can (que na verdade faz parte de uma opereta de Offenbach, Orphée aux Enfers) cantados à moda do Tirol.

Como muito bem dizia o Manelinho, naquela que é uma das minhas citações preferidas... «há de tudo neste supermercado de Deus!»

segunda-feira, 19 de novembro de 2007

Hoje estou alegre e tonta...

... ainda mais alegre e mais tonta do que nos outros dias.

Mesmo o dia chuvoso não me alterou o humor risonho. Nem o escândalo que me tiraram do ordenado em descontos, apre, dói que se farta! Até fiquei verde e agoniada quando abri o mail com o descritivo! Mas estreei uma gabardina encarnada que é uma tara e vai ficar um assombro com o chapéu que o Coveiro me há-de trazer de Londres. Fui a ouvir Mozart (Don Giovanni, na imortal versão, que nenhuma outra conseguiu ainda superar, ou não cantasse Dame Joan Sutherland o papel de Donna Anna e a extraordinária Elisabeth Schwarzkopf, uma das maiores cantoras de sempre, o papel de Donna Elvira: esta) até ao colosso. E recebi este presente giríssimo (a imagem que ilustra o post) da Cora, visita muito recente deste humilde cantinho. Na verdade não foi bem um presente, ela cria selos para os blogues que visita, e eu copiei este abusivamente. Mas não acham que está mesmo O MÁXIMO?

Sempre achei que a capacidade de ser feliz nasce na maior parte das vezes da nossa capacidade de apreciar e vibrar com as coisas simples, pequeninas e até insignificantes da vida. Sou estruturalmente uma pessoa alegre, o riso é o meu elemento natural, e sou sempre a primeira a rir de mim mesma.

Cheguei a casa invulgarmente cedo, eram oito horas (amanhã já não será esta boa vida, as altas instâncias regressam) e pus música aos berros. Tonta e fútil, como me apetecia. A que está agora a tocar e outras igualmente tontas e fúteis. Saracoteei-me pela casa fora, perante o olhar reprovador de Messalina, uma gatinha de mentalidade vitoriana, e uma desconcertada Agripina, que correu a esconder-se.

Espero que o vosso dia também tenha sido bom.

Now playing: Donna Summer - Love's Unkind
(click to listen)


P.S. E é sempre bom relembrar que esta imagem da Gota foi criada pelo Eskisito. Obrigada, ainda e sempre, meu amigo.