sexta-feira, 9 de novembro de 2007

Sessão de ternura com Messalina...

... e fugaz aparição de Agripina (ao melhor estilo de cameo role).

Filmado com o telefone à noite, já na cama, Messy no meu colo. Quanto à minha conversa... ora! Toda a dona de gato que se preze tem um tom de voz e uma linguagem especiais (e bastante apatetados) para falar com o seu Amo e Senhor...

P.S. Para parar a música é só clicar naquele pontinho azul, em cima à direita. Mas mais vale ouvirem a voz de Louis Armstrong do que a minha...


quinta-feira, 8 de novembro de 2007

Fui insultada na Internet...

... e o pior é que achei pilhas de graça!

Tudo por causa deste post... Razão tenho eu quando digo que os pecados antigos projectam sombras compridas! E o sítio, que se chama IL DIVO Forum, continua a despejar-me excursões de visitantes, o que só confirma a veracidade da célebre frase de Brendan Behan: «there is no such thing as bad publicity» (corto o remate para dar maior efeito). Curiosamente, nenhuma das apaixonadas fãs das quatro lambisgóias que compõem o daninho quarteto me irrompeu pela caixa de comentários com impropérios. Limitam-se a vir espreitar... entram mudas e saem caladas, que pena!!!

E este meu cantinho até é tão acolhedor! Até aceita comentários anónimos e tudo! Então não é mesmo um desconsolo? Já não se fazem fãs como antigamente! A lealdade das Portuguese Divokitties - não inventei, elas assim se intitulam - deixa mesmo muito a desejar, é a triste conclusão a que chego.

quarta-feira, 7 de novembro de 2007

Isto fez-me chorar...

... e Deus sabe como isso me é difícil, pelo menos por coisas minhas. E ao mesmo tempo fez-me pensar nuns certos versos do inesquecível poema Liberdade do meu Fernando Pessoa (de quem nunca falei aqui por uma espécie de pudor, tanto ele significa para mim; está num post antigo intitulado Os Homens da Minha Vida - e claro que é um deles).

«Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças (...)»

E eu acrescento «... e os animais!»

Uma cadela pit bull amamenta dois tigrezinhos órfãos. Uma grande lição de vida. De amor... De generosidade... De desinteresse... De...



Now playing: Louis Armstrong - What a Wonderful World
(click to listen)

segunda-feira, 5 de novembro de 2007

60 Anos

O Vasco faria hoje 60 anos. Quando aqui falei dele ainda só a Excomungada e o Rafeiro me liam, eu escrevia muito pouco na Gota.

Foi uma das pessoas que melhor me conheceram. Foi das primeiras que adivinharam que por trás da minha grande desenvoltura e mordacidade se esconde uma enorme timidez. E ria das minhas patetices. Um dia, nos primeiros tempos da nossa amizade, quando eu disse lembrar-me de que ele fazia anos a 5 de Novembro, ele comentou que a minha prodigiosa memória nunca cessava de o espantar. Eu encolhi os ombros - uma boa memória não é, na maior parte das vezes, mais do que uma boa capacidade de fazer associações mentais. "Ora, é o Guy Fawkes Day!" - ri eu. E claro que a seguir tive de lhe explicar o que era o Guy Fawkes Day...

Ríamos muito juntos, ele achava-me graça, arranjava mil e uma maneiras de fazer troça de mim, em paga da troça que eu sempre fazia dele. Nem sei se era em paga, aliás, que nunca soube qual de nós começava. Assistiu a muitas coisas da minha vida e esteve presente em muitos momentos difíceis. Costumava dizer a rir que ia gostar muito de falar comigo quando eu tivesse 36 anos (mais uma forma velada de troça, e de me chamar criança). Porquê 36 anos? Sei lá! Era uma idade como outra qualquer. Estranhamente... era a minha quando o vi pela última vez, era a idade que eu tinha quando ele morreu.

Sorrio sempre que lembro o Vasco, porque as memórias que dele tenho são boas e bonitas. E alegres. Rio da nulidade que ele era em matéria de música, não distinguia os Beatles dos Bee Gees (roubou-me uma cassete destes últimos, à má fila, e ficou encavacadíssimo por não ma poder devolver quando lhe assaltaram o carro e lha levaram). Rita Lee e Maria Bethânia (ele adorava Maria Bethânia) ainda ia reconhecendo.

Uma bela noite, lá por 1983, estávamos nós no Stone's em alegre bailação, começa a tocar uma música que eu não conhecia (chamava-se Derniers Baisers, recuso-me a profanar a minha rica Gota com tamanha xaropada). "Que bodega é esta?", perguntei eu, irritada, ao mesmo tempo que deitava uma olhadela de censura ao Pedro Oom, na cabine. "São os Chats Sauvages" - resposta pronta do Vasco, a ignorância musical em pessoa. "QUEM?!" "Os Chats Sauvages", repetiu ele, imperturbável. Acenei afirmativamente ("está bem, abelha!"), ele ficou a gozar o pratinho. Assim que saímos da pista, umas quantas músicas depois, fui logo perguntar ao Pedro quem cantava aquela purga francesa que ele tinha posto. "Les Chats Sauvages", foi a resposta. Ao meu lado, o Vasco largou aquele risinho seco tão dele. Eu estava siderada. Ele explicou modestamente que sabia... porque os tinha visto no Casino Estoril, a meio dos anos 60, mas não tinha resistido a, por uma vez na vida, mostrar que também sabia umas coisas de música. E acabámos a rir, como sempre.

A saudade do Vasco não acaba, porque não tem princípio nem fim. Agradeço à Teresa A. estes retratos que tão generosamente me cedeu, os que tenho do Vasco não são muitos e estão neste momento fechados num caixote. Gostava de poder pôr aqui um que temos com uma certa leoazinha bebé ao colo, na festa dos seis anos do Filipe, sobrinho dele e meu afilhado. A Teresa acompanhou os últimos anos da vida do Vasco e com ele ficou até ao fim. Quando lhe perguntei se não se importava que publicasse aqui uma fotografia dos dois, a resposta foi peremptória: "Terei sempre orgulho em ser vista com o Vasco!". E é de ter, Teresa. É de ter. Entristeceu-me especialmente uma certa coisa que ela me contou: os dois tinham planeado duas grandes festas: a dos 40 anos dela e a dos 50 dele. O Vasco não viveu para estar fisicamente presente em nenhuma delas, foi-nos roubado quando tinha apenas 49, cumpridos havia pouco.

Aproveito para mandar também um beijo especial ao Pedro, filho dele, que eu conheci pequenito e me enviou um mail que muito me tocou aquando do décimo aniversário da morte do Pai. Um beijo também para a neta (que a Teresa me disse ser LINDA) que o Vasco não chegou a conhecer.

A banda sonora havia de lhe importar pouco. Escolhi esta música por duas razões: tocava muito no Disaster e marca uma época de grande sofrimento na minha vida em que o Vasco esteve muito presente e soube mitigar (consolar era impossível) uma dor que foi muito grande. Obrigada também por isso, meu Amigo.

Split Enz - One Step Ahead
(Click to listen)

Adenda: Tantas memórias! O presente do M. (a pessoa por trás do que acabo de contar, e que o Vasco conheceu muito bem) nos meus 31 anos foi a obra completa dos meus idolatrados Beatles em CD. Pediu ajuda à minha querida Paulinha, numa conspiração de amor, para lhos arranjar na Valentim de Carvalho, ele em Barcelona teria dificuldade em fazê-lo. Eu à época nem leitor de CD tinha ainda... Faltou um único, o álbum branco, não foi possível arranjá-lo. Algum tempo depois, num jantar com o Vasco em que lhe contei da minha grande felicidade reencontrada (é o padrão mais presente na minha vida, todas as pessoas voltam sempre), mencionei isso de passagem. Dois dias depois um paquete do hotel foi levar-me o álbum branco dos Beatles em CD à "Mercearia M." (um dia há-de haver aqui post sobre esse sítio surreal). Presente do Vasco.

Nessa noite, como em quase todas, o Nuno apareceu para o café e para sairmos a seguir (Stone's, Alcântara-Mar, Kremlin, etc., muito boémia fui eu!). Já não saímos. Ficámos a noite toda a ouvir aquele extraordinário disco.

Os meus mortos estão vivos, porque andam sempre comigo. O Vasco continua vivo. Ainda há coisa de um mês eu e o A4 (Carlos S.) estivemos duas noites inteiras a lembrar histórias dele, ou em que ele entrava. As Cangalheiras assistiram a uma delas e são testemunhas.


domingo, 4 de novembro de 2007

Sleeping Beauty

Agripina Germânica (Agripininha ou simplesmente Agri, para os íntimos) ontem de manhã. Vulnerável, inocente, confiante.



Gosto mais de bichos (acho tão ternurento chamar-lhes assim) do que da maior parte das pessoas. E notem que as minhas pessoas são de grande qualidade! - o pior são as outras. Correndo o risco de ter um coro indignado de protestos, vou mais longe: numa situação de perigo, numa situação de catástrofe, a minha principal preocupação são sempre eles, os pequeninos, os mais indefesos. Com os humanos já há gente suficiente a preocupar-se. Eu penso nestes. Ah! Se eu tivesse uma varinha de condão!... Seria esta a CAUSA da minha vida. Já é, mas numa dimensão tão insignificante!

Motivo de angústia permanente é o facto de Messalina Valéria (Messy) já estar com 13 anos. Até quando? E é uma gatinha com uma insuficiência renal crónica (não, gatos não podem fazer hemodiálise), todos os dias tem de tomar medicamentos e submeter-se a uma dieta rígida, baixa em proteínas (um dos rins deixou de funcionar há quatro anos, processar a comida com um único rim é muito violento), a princípio tive de aprender a picá-la e dar-lhe soro todos os dias, uma tortura para mim.

Para expulsar os demónios, vou pôr aqui uma música bem alegre, bem tonta, bem de acordo com a tontice natural de Agri. Anything Goes*, do grande Cole Porter, no fabuloso musical homónimo. Podia ser a divisa de Agri... tão adoravelmente tonta!

* Cantado pela extraordinária Patti Lupone
(que já tive a felicidade de ver em palco, infelizmente não aqui, se bem que tenha visto esta produção na transposição para Londres, numa noite de puro êxtase). Patti Lupone é a inesquecível Fantine do Les Misérables, nenhuma se lhe compara no papel.

Now playing: Anything Goes - Patty Lupone
(click to listen)

Nota à margem: a célebre frase do activista Malcolm X ("We didn't land on Plymouth Rock - that rock landed on us") não é original. Foi tirada desta música, mais de 30 anos mais velha. Anything Goes é de 1934.

sexta-feira, 2 de novembro de 2007

Lido por aí...

Detesto ter de me explicar, e não vou explicar coisíssima nenhuma. Graças às buscas parvas do Google e à(s) insana(s) criatura(s) que insiste(m) em vir aqui à procura de "Ana Zanatti nua" (coisa que até já deu post) encontrei há tempos um blogue a que não dei suficiente atenção, Lésbica: Simples ou com Gelo? Hoje detive-me a lê-lo mais demoradamente.

O meu ódio ao preconceito é coisa muito antiga. Tenho amigos gays, nunca me dei com lésbicas. Por razões que escapam à minha compreensão, parecem não gostar muito uns dos outros. Podia contar aqui uma história divertidíssima de um grande amigo meu (gay), coroada por uma frase daquelas de passar ao bronze, mas não o farei - é preconceituosa e embarca no chavão. Aos vinte anos ia com frequência a um bar da zona do Príncipe Real cujo nome não refiro, acho que ainda existe. Na gíria dos iniciados era A Emília (nome da senhora à entrada). Entrava lá por especial favor, basicamente era a única mulher entre quatrocentos homens. Encontrei lá de tudo. Colegas de faculdade, namorados de amigas, pais de amigas; todos, mas mesmo TODOS, ficavam verdes quando me viam (UMA GALINHA!), vinham entreter-me com conversas em que eu fingia acreditar (ia aqui a passar, ai que giro, não sabia que havia aqui um bar, vamos lá ver como é...). Só entrava na Emília quem era da casa, eu era admitida porque era amiga de um menino (um dos homens mais bonitos que conheci em toda a minha vida, casado e com duas filhas) que lá... era da casa. E devo dizer-vos que me divertia como uma doida. A começar nas casas de banho... Uma tinha o clássico letreiro "HOMENS", na outra, alguém tinha substituído o "SENHORAS" por... "OPERADAS".

Não quero dispersar-me, teria muitas histórias para contar. Estes foram anos alegres, tontos, inconsequentes. Demasiado tudo isso. Depois veio 1983 e aquela maldita doença que veio mudar tudo. Assisti desde muito cedo aos seus efeitos devastadores e assassinos. Perdi pessoas. Era inevitável o que está hoje a acontecer: a doença, mais tarde ou mais cedo, começaria a reflectir os números reais - hoje a população heterossexual é a mais afectada. E nem é que seja tão mais vasta do que a homossexual, é apenas que é mais estúpida. Os meus amigos gays há mais de 25 anos que são de um cuidado mórbido-a-roçar-a-obsessão.

Tudo isto para chegar a esta leitura, que vai desde já orgulhosamente para os meus links. Não me parece que tenha de vos dar conta da minha sexualidade, mas talvez seja útil saberem que sou, sempre fui e serei completamente heterossexual. Gostei especialmente deste texto, por muitas vezes mentes esclarecidas me terem feito a mesma pergunta boçal no único campo que conheço bem: o da homossexualidade masculina. Qual é a mulher?

ODEIO (ai, nem sabem quanto!) perguntas imbecis deste jaez. Lembro-me sempre de uma coisa que o meu amigo Nuno, que morreu há um mês e era total e devotadamente heterossexual, me disse uma vez e calou fundo: Deus não anda a espreitar os quartos das pessoas.

Pois não. Deus não anda a espreitar os quartos das pessoas.

Aqui fica (espero que as autoras do blogue não se importem) o texto, retirado do blogue Lésbica: Simples ou com Gelo?

O Homem da Relação!

Perguntavam-me muitas vezes quem era o homem da relação. Cansei-me de explicar que era mulher e que tinha relações com mulheres, logo o homem da relação não existe. Compreendi que este tipo de explicação não serve a quem pergunta, simplesmente porque não o entendem, é como tentar explicar o vento a quem nunca o sentiu.


Agora simplesmente agarro-me ao estereótipo de género e vou dando exemplos ilustrativos.

Eu sou quem cozinha (até bolos faço). Ela quem arruma a cozinha.
Eu tenho o ar mais “desportivo”. Ela não prescinde dos vestidos e dos saltos.
Ela tem a panca das motas e da condução. Eu ainda não sei estacionar.
Ela joga bem quase tudo. Eu não sei chutar uma bola.
Ela tem medo de insectos. Eu tenho medo da condução dela.
Eu tenho a caixa das ferramentas. Ela é quem abre os frascos em casa.
Ela tem mais olho para a decoração. Eu sou quem gosta de ir às compras para a casa.
As duas: vemos jogos de futebol; perdemos horas nas compras; jogamos playstation; maquilhamo-nos; passamos a ferro; arrumamos a casa; solucionamos problemas informáticos…
Nenhuma: cospe para o chão; cose botões; faz renda; arranja canalização; mete-se em lutas; ou tem ataques de ciúme…
E na cama, pois na cama, vale tudo menos tirar olhos.

E agora quem é o homem da relação?

quinta-feira, 1 de novembro de 2007

Coisas que me incomodam

Em boa verdade, o verbo incomodar aqui é um eufemismo. Não gosto mesmo nada disto, deixa-me profundamente desconfiada.

Tudo começou numa tarde de fim de Agosto, no metro. Avança pela carruagem um miúdo a tocar acordeão e com um cãozinho pinscher em equilíbrio precário em cima do instrumento, de pé, as patitas afastadas. Primeiro sorri, porque ele era um amor, depois abri a carteira, o gesto que se espera de quem, como eu, adora animais. Até contei ao Victor, porque o cãozinho era muito parecido com Cucci.

Dias mais tarde, ao fundo da Rua Augusta, deparo com os dois, o tocador de acordeão e o cãozinho. Estão quase sempre lá.

Parei a uma certa distância, a observar, cheia de suspeitas tenebrosas, cheia de vontade de saltar à jugular do miúdo. Os turistas que andam em bandos por ali (raro é o dia é que não sou abordada para tirar uma fotografia a um grupo, se é um casal e vou a passar, eu própria sou capaz de me oferecer para o fotografar, a clássica fotografia com o arco como fundo, a estátua de D. José a espreitar por trás e o rio, tão azul nos dias de sol, a dar o remate final) acham todos muita graça. E eu não percebo o que possa haver de engraçado num animalzinho numa imobilidade forçada, com um cesto improvisado para recolher donativos pendurado na boca. E isto horas a fio. Se passo lá à hora do almoço, estão lá. Nas muito raras vezes em que lá passo no regresso a casa, sinal de que saí do colosso a horas minimamente cristãs (antes das oito, entenda-se...), é certo e sabido que continuam lá. Ou continuavam, que estas fotografias foram tiradas em dias diferentes e as últimas já têm mais de duas semanas. Agora anoitece mais cedo e começam a vir os primeiros frios...

O pior é que isto está a alastrar, parece ter-se tornado moda. Se a coisa parece resultar para um, há logo outro que pega na ideia e a repete. Portugal é assim. Lembro-me de, no fim dos anos 70, os centros comerciais abarrotarem de lojecas cheia de bonecada pindérica (supostamente queridinha) com dizeres obtusos como "és tão fofinha!" ou indigências mentais semelhantes. Nos anos 80 houve a moda das croissanterias. Abriu a primeira no Campo Pequeno e, em poucos meses, tropeçava-se noutra a cada cem metros, por toda a cidade.

Poucos dias depois, dei com este pekinois à hora do almoço, ainda lá estava perto das oito horas. Parei para lhe fazer festas, a mão sub-repticiamente a investigar-lhe o focinhito, a tentar perceber se a sua obstinação em manter a boca fechada (e os cães respiram pela boca!) não teria marosca por trás. Não tinha, é certo. Deve ter sido muito bem treinado - prefiro nem pensar como. Já viram este olhar de imensa tristeza? Acham isto normal?

Já se sabe que, parecendo tratar-se de uma moda, os seguidores não tardam em aparecer. Agora há mais um. E até o instrumento é sempre o mesmo. Haverá algures uma escola a dar formação acelerada em acordeão para produzir todos estes tocadores que surgiram de repente, vindos sabe-se lá de onde, com cãezinhos o mais pequenos possível, para atrair maiores simpatias e moedas de valor na proporção inversa do seu diminuto tamanho?

Não gosto disto. Não gosto mesmo nada disto.

As fotografias (ando sempre com a máquina na carteira) são de 28 e 31 de Agosto e 19 de Outubro.


Now playing: The Chieftains - Women of Ireland (Barry Lyndon OST)
(click to listen)

ADENDA: esqueci-me de mais estas, de mais um cãozinho. Sem comentários.